Se você nunca passou por isso, com certeza conhece alguém que passou. A televisão (ou o computador, ou o rádio) estragou e simplesmente não se sabe o que fazer com a dita cuja. Se ficou velha e compramos outra, a gente doa. Agora, se estragou de tal modo que não há mais conserto, temos um problema. Simplesmente jogar no lixo, até o mais leigo dos leigos sabe que não dá. Descartar lixo eletrônico é uma pedra no sapato de qualquer cidadão consciente. Esse tipo de aparelho possui pelo menos 10 tipos de metais pesados, danosos à saúde e ao meio ambiente quando descartados de maneira inadequada. A Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada em agosto pelo presidente Lula, institui a logística reversa, ou seja, os fabricantes passarão a ter a responsabilidade de recolher esses produtos e dar a eles o destino correto. Enquanto a Política espera regulamentação, a população fica sem saber o que fazer com a bendita televisão estragada. Quase nenhum campo-grandense sabe, por exemplo, que existem dois ecopontos municipais que recebem todo tipo de produto reciclável, inclusive os eletrônicos domiciliares. Inaugurados a pouco mais de três meses, um no bairro São Conrado (saída para Sidrolândia) e um no Jardim Bálsamo (saída para São Paulo), os ecopontos ainda estão longe de fazer parte da rotina da comunidade. Nem mesmo os vizinhos do local sabem da existência e da função dos pontos de coleta. Cleomir Rosseto, responsável pelo ecoponto do bairro São Conrado, diz que todo o material que chega no local é trazido por catadores. De lixo eletrônico mesmo, só um saco até agora. “Os próprios catadores já trazem os aparelhos eletrônicos desmontados. Nós ficamos apenas com as carcaças, as partes de plástico, que serão enviadas para a reciclagem em São Paulo quando alcançarem uma quantidade viável. As partes de metal vão para a Metap, empresa recicladora, para serem reaproveitadas”, explica. De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura, há a previsão de implantação de mais dois ecopontos na cidade, um no bairro Vida Nova e um no bairro Estrela Dalva, ambos na saída para Cuiabá, mas não há prazo definido. Ainda segundo a assessoria, os locais dos ecopontos foram escolhidos por se tratarem de áreas de propriedade da Prefeitura que facilitarão o descarte de material reciclável por parte das indústrias localizadas nas regiões.
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Minha TV não tem mais conserto. E agora?
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