Foram encontrados ontem restos mortais numa área do cemitério de Xambioá indicada como local de sepultamento de guerrilheiros do Araguaia. Peritos e antropólogos do Grupo de Trabalho Tocantins (GTT), que faz buscas de corpos de militantes do PCdoB mortos nos anos 1970, localizaram um cadáver com resquícios de cordas nos ossos dos pés. A indicação da sepultura foi feita pela Associação dos Torturados na Guerrilha do Araguaia, entidade que reúne agricultores pobres.
O ativista social Paulo Fonteles Filho, que atua na busca de corpos de guerrilheiros, disse que a presença de restos de cordas no cadáver é um indício importante no trabalho de identificação. Ele informou que o trabalho do GTT no cemitério de Xambioá levou em conta informações de um ex-coveiro e um ex-mateiro. Nos últimos meses, Fonteles Filho e os representantes da associação dos torturados, Pedro Moraes e Sezostryz Alves, têm mobilizado agricultores para dar informações sobre possíveis sepulturas de guerrilheiros.
Os restos mortais encontrados na manhã de ontem ainda não foram retirados do cemitério. Só uma análise em laboratório poderá confirmar se são ossos de algum integrante da guerrilha. A família do médico João Carlos Haas, morto num combate com o Exército em 1972, será uma das que deverão fazer análise em laboratórios de Brasília.
Cidades
Ossada
Ossada encontrada pode ser de guerrilheiro
Ossada encontrada pode ser de guerrilheiro
Inspeção surpresa
TCE-MS encontra irregularidades na usina de tapa-buracos em Campo Grande
Fiscalização surpresa identificou problemas no controle de pesagem dos caminhões e vai analisar a qualidade da massa asfáltica utilizada nos reparos das vias da Capital
04/11/2026 18h55
Equipe do TCE encontrou irregularidades em usina de massa asfáltica Foto: Divulgação / TCE-MS
Nova Etapa
Fazenda de R$ 95,7 milhões vira assentamento da reforma agrária em MS
Após aquisição da propriedade em Jaraguari, Incra oficializa criação de assentamento com quase 2 mil hectares e autoriza início da seleção dos beneficiários
04/11/2026 18h02
Visita de Lula ao Assentamento Itamarati, em Ponta Porã, antecedeu a compra da fazenda que agora será destinada a 276 famílias em MS. Foto: Ricardo Stuckert/PR
EXCLUSIVO PARA ASSINANTES
ASSINANTES