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Dados sobre apreensões devem ser unificados

Dados sobre apreensões devem ser unificados

Redação

05/11/2010 - 03h30
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O Governo federal estuda unificar o sistema de informações das polícias, para que se tenha um banco de dados nacional sobre apreensão de entorpecentes no Brasil. Segundo o secretário nacional antidrogas, general Paulo Roberto Uchoa, os dados que o Brasil tem disponíveis atualmente são somente aqueles fornecidos pela Polícia Federal. "Infelizmente os estados até hoje não informam a situação de suas apreensões. Mas estamos no caminho — Polícia Federal, Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e Senad — de um sistema de dados que felizmente está começando a se materializar, o que vai facilitar para todo mundo, principalmente para os trabalhos de inteligência policial", acredita.

 

 

 

Outra estratégia de combate ao tráfico de drogas que já está em andamento inclusve em Mato Grosso do Sul, segundo o secretário, é o uso do veículo aéreo não tripulado (Vant) para a fiscalização das fronteiras, envolvendo o trabalho da Aeronáutica por meio do Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia) e da PF.

 

 

Plano
Também como parte da política estadual de prevenção e repressão às drogas, o secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini, informou que atualmente está em fase de elaboração projeto para instituir um plano de combate ao tráfico de crack em Mato Grosso do Sul. A proposta, que será financiada com recursos federais da ordem de R$ 500 mil, deve ser encaminhada à Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) até o fim do ano. "Ainda neste ano, toda essa parte burocrática será executada", garantiu.

Paradoxo
Segundo o secretário nacional de Políticas contra Drogas, general Paulo Roberto Uchoa, o presidente da Bolívia reconheceu recentemente que com o plano de autorizar o plantio da coca para fins tradicionais, o excedente da produção está indo para o tráfico e com isso, está ocorrendo uma situação paradoxal no Brasil. "Nós temos um controle cada vez mais intenso do que se chama de precursores da cocaína (substâncias utilizadas para o seu refino, como ácido sulfúrico, éter, entre outros), evitando que haja desvio desses produtos para a produção de cocaína. Como está mais difícil o acesso aos precursores, a cocaína produzida passa a ser de qualidade inferior, eles passam a exportar somente a pasta e aí vira o crack", explicou. (DA)

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