A pecuária é a base da economia de Figueirão. Isso fica evidente logo no caminho até o caçula sul-mato-grossense. De Campo Grande a Figueirão são cerca de 250 quilômetros, dos quais 106 são da rodovia MS-436. Ainda sem asfalto, a estrada em péssimas condições é toda margeada por fazendas e criações de bovinos. Na cidade, a força da pecuária é evidenciada pelo número de caminhonetes, tipo de veículo mais presente nas ruas, depois da motocicleta.
Segundo dados do Departamento de Trânsito de Mato Grosso do Sul, em outubro havia 143 caminhonetes frente aos 136 automóveis com placas do município. Motos, eram 234.
Ainda não há autoescola, o que já contribuiu para alta incidência de acidentes de trânsito nas ruas da cidade. Foi preciso coibir as irregularidades, muitas vezes cometidas sem querer, já que os motoristas mais antigos não tinham formação e muito menos carteira de habilitação. "Quando nós chegamos aqui, o pessoal chegou a achar que nós que tínhamos inventado a CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Muitos pensavam que era lei municipal", conta o comandante do destacamento da Polícia Militar em Figueirão, cabo Hernandes Carmo Ribeiro.
Há dois anos no local, a equipe de policiais conseguiu reduzir o número de acidentes de trânsito com morte de 4 por mês, naquela época, para quase zero, hoje. "Começamos a fazer blitz de trânsito. Não cabia mais carro e moto aqui no pátio", diz. (BG)