Em Campo Grande, a extensão de uma escola estadual proporciona a oportunidade para que internos do Instituto Penal frequentem aulas em uma escola instalada dentro do presídio. Detentos que antes nunca tiveram contato com as letras estão se reeducando por meio da alfabetização.
A escola oferece aulas regulares, com as mesmas disciplinas do ensino oferecido aqui fora. Recentemente a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) divulgou que os alunos da escola instalada no Instituto Penal de Campo Grande agora terão mais tempo para estudar e diminuir as dificuldades de aprendizado, por meio do Projeto Reforço Escolar.
Para isso, um interno selecionado pela coordenação pedagógica atua como tutor, e ajuda na execução das tarefas escolares e na fixação do conteúdo trabalhado em sala de aula. Lançada há cerca de três meses, a iniciativa ainda está em fase de teste e atende apenas alunos das séries iniciais.
Funcionamento
Três vezes por semana, fora do horário das aulas regulares, custodiados do Instituto Penal que cursam o nível de alfabetização participam de aulas extras. Durante duas horas, são trabalhados exercícios de leitura, escrita e matemática. Além do reforço e da escola, os internos ainda contam com uma biblioteca, inaugarada em 2007, com 1 mil títulos de assuntos variados.
Enem
Detentos das unidades prisionais e adolescentes que estão nas Unidades Educacionais de Internação (Uneis) devem fazer as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos dias 6 e 7 de dezembro, de acordo com o que prevê o calendário do Ministério da Educação.
Nos presídios e Uneis, o exame terá a mesma metodologia das provas que foram aplicadas neste mês. Serão quatro provas objetivas, com 45 questões de múltipla escolha e uma proposta de redação.
As provas devem ser aplicadas aos internos de Mato Grosso do Sul, seja dos estabelecimentos penais ou das Unidades de Internação, que já tiveram suas inscrições feitas pelos coordenadores pedagógicos de cada estabelecimento.(BG)