Cidades

TRÁFICO INTERNACIONAL

Operação Deserto da PF é deflagrada em MS e mais três estados

Operação Deserto da PF é deflagrada em MS e mais três estados

Redação

17/11/2010 - 09h47
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Policiais Federais cumprem hoje em Mato Grosso do Su, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, mandados de prisão e de busca e apreensão com o objetivo de dar fim a uma quadrilha internacional de tráfico de drogas. Segundo notícia divulgada há pouco pelo G1, o grupo é formado por brasileiros, colombianos, bolivianos e europeus e tem base na capital paulista. A batizada Operação Deserto deu início às investigações há 18 meses e conta com a cooperação de organismos policiais de países da América do Sul e Europa.

Foram expedidos 50 mandados de prisão temporária com prazo inicial de 30 dias e mais 38 de busca e apreensão.

Durante o período de investigações até agora, 21 pessoas foram presas em flagrante e pouco mais de duas toneladas de cocaína foram apreendidos, além de produtos químicos e maquinários destinados à preparação e adulteração de drogas. Também foram apreendidas armas e munições, incluindo armamento bélico - dez granadas anti-tanque; 33 veículos; uma aeronave avaliada em R$ 250 mil; e aproximadamente R$ 500 mil.

Segundo a Polícia Federal, a droga vinda da Bolívia era enviada para a Europa e África. O produto também era, em menor escala, distribuído no Brasil

Durante as investigações, foi verificada a existência de quatro células que, de maneira permanente e coordenada, articulavam-se na tentativa de garantir o sucesso da empreitada. A primeira célula é formada pelos fornecedores da cocaína na Bolívia, local de armazenamento até que houvesse a remessa para o Brasil. Dois irmãos colombianos residentes em Santa Cruz de La Sierra atuavam intensamente nessa fase, segundo a PF.

A segunda célula é constituída pelos compradores da droga, traficantes brasileiros e estrangeiros, com atuação concentrada nos grandes centros, especialmente na cidade de São Paulo. A terceira célula coordenava os negócios do grupo no Brasil e tinha como gerente um advogado que trabalhava como assessor parlamentar na região de São José do Rio Preto, no interior paulista. O suspeito seria, segundo a polícia, homem de confiança dos irmãos colombianos que chefiam o grupo.

A quarta célula seria integrada pelos intermediários, formando uma rede de colaboradores, que atuavam no transporte aéreo e terrestre da cocaína e na guarda do entorpecente antes da entrega aos compradores.

Os presos serão indiciados, de acordo com suas participações, pelos crimes de tráfico internacional de cocaína, precursores químicos e maquinários destinados à preparação e adulteração da droga; associação para o tráfico; financiamento do crime de tráfico; e tráfico internacional de arma de fogo de uso restrito.

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