Cidades

ALTA PERICULOSIDADE

Mais 11 presos são transferidos para MS

Mais 11 presos são transferidos para MS

Redação

20/11/2010 - 03h40
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Onze presos da Grande Florianópolis, em Santa Catarina, chegaram na madrugada de ontem ao Presídio Federal de Campo Grande para onde foram transferidos. O remanejamento de internos aconteceu para conter a onda de assaltos que estaria acontecendo naquele estado e comandada de dentro das penitenciárias. O diretor em exercício na unidade prisional federal da Capital, Rodrigo Almeida Morel, confirmou a chegada dos criminosos e afirmou que eles são considerados de alta periculosidade.

O presídio do Estado tem capacidade para abrigar 208 internos, sendo que atualmente 130 ocupam as celas do local. Rodrigo Almeida explicou que as unidades prisionais federais sempre mantêm uma margem de vagas para ter condições de atender em casos de urgência, como transferência em decorrência de rebelião. Ele explicou que conforme prevê a legislação, a transferência sempre ocorre quando os internos prejudicam o sistema prisional onde estão.

Transferência
Os internos foram transferidos de penitenciárias catarinenses para o Presídio Federal de Campo Grande a pedido da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa do Cidadão de Santa Catarina. O objetivo é conter a sequência de assaltos praticados na Grande Florianópolis, comandada por pessoas que cumprem pena nas unidades.

Na manhã desta quinta-feira, agentes recolheram os presos do Presídio Regional de Criciúma, localizado no sul de Santa Catarina. Já em Florianópolis, os internos foram retirados da Diretoria Estadual de Investigações Criminais, que fica no Bairro Estreito. Em seguida, seis viaturas seguiram para o Aeroporto Internacional Hercílio Luz, na Capital, onde os presos embarcaram para Mato Grosso do Sul.

Funcionários da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) daquele Estado garantiram que os internos viajaram em voos comerciais. Segundo informações, cada avião teria transportado dois presos e quatro policiais responsáveis pela escolta dos detentos. Toda ação de transferência durou cerca de 24 horas.

Unidades federais
Criado em 2006, o Sistema Penitenciário Federal (SPF), vinculado ao Departamento Penitenciário Federal (Depen) é uma iniciativa do Governo federal para apoiar os estados no combate ao crime organizado e ao mesmo tempo reduzir o número de rebeliões, a partir do remanejamento de presos dos estabelecimentos penais estaduais para os federais.

Hoje são quatro penitenciárias em funcionamento no País – Catanduvas (Paraná), Campo Grande, Porto Velho (Rondônia) e Mossoró (Rio Grande do Norte). Dados do Ministério da Justiça indicam que após o SPF houve uma redução em mais de 80% nos eventos críticos nos estados como rebeliões e motins. Frequentemente Mato Grosso do Sul recebe bandidos de alta periculosidade, líderes de facções criminosas e do tráfico de drogas, como Luiz Fernando da Costa, conhecido como Fernandinho Beira-Mar e apontado como um dos maiores traficantes da América Latina.

Conforme o Ministério da Justiça, a infraestrutura das penitenciárias federais impede qualquer possibilidade de fuga ou rebeliões. São 12,7 mil metros quadrados de área construída com arquitetura prisional diferenciada. Cada unidade possui 208 celas individuais, divididas em quatro vivências (pavilhões), mais 12 de isolamento para os presos recém-chegados ou que descumprem as regras. Duzentas câmeras de video reforçam a segurança 24 horas por dia. 

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