A versão final do projeto de lei do zoneamento ecológico econômico de Mato Grosso, aprovado pela Assembleia Legislativa, libera uma extensão extra de terra de 156 mil quilômetros quadrados para agricultura e pecuária. A transferência para o agronegócio abrange áreas classificadas como "prioritárias" para a recarga dos aquíferos, remanescentes florestais e remanescentes de quilombos, segundo estudo feito pela entidade não governamental Instituto Centro de Vida, que monitora o desmatamento na região.
Áreas originalmente destinadas a unidades de conservação encolheram 400 mil quilômetros quadrados, na versão final do projeto. A área classificada como categoria 1, onde é indicada a manutenção ou intensificação das atividades econômicas, cresceu expressivos 67%.
Com isso, 156 mil quilômetros quadrados de terras deixaram de ser classificadas como de média e alta proteção para reforçarem o agronegócio do Estado. A extensão de terra extra para a agricultura e pecuária equivale a pouco mais de 60% do Estado de São Paulo. Aprovado pela Assembleia Legislativa entre o primeiro e o segundo turnos das eleições, por 19 votos contra apenas 1, o projeto foi festejado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado.
"É claro que não agradou a todos os setores, mas nós, produtores rurais, sabemos da importância da aprovação dessa lei", declarou o presidente da federação, Rui Prado, em declaração reproduzida pelo site da Assembleia Legislativa. Entidades da sociedade civil assinaram manifesto de repúdio ao texto.
Cidades
desmatamento
Projeto em MT diminui área de florestas
Projeto em MT diminui área de florestas
Inspeção surpresa
TCE-MS encontra irregularidades na usina de tapa-buracos em Campo Grande
Fiscalização surpresa identificou problemas no controle de pesagem dos caminhões e vai analisar a qualidade da massa asfáltica utilizada nos reparos das vias da Capital
04/11/2026 18h55
Equipe do TCE encontrou irregularidades em usina de massa asfáltica Foto: Divulgação / TCE-MS
Nova Etapa
Fazenda de R$ 95,7 milhões vira assentamento da reforma agrária em MS
Após aquisição da propriedade em Jaraguari, Incra oficializa criação de assentamento com quase 2 mil hectares e autoriza início da seleção dos beneficiários
04/11/2026 18h02
Visita de Lula ao Assentamento Itamarati, em Ponta Porã, antecedeu a compra da fazenda que agora será destinada a 276 famílias em MS. Foto: Ricardo Stuckert/PR
EXCLUSIVO PARA ASSINANTES
ASSINANTES