Olympio José Alves era bilionário e morreu aos 86 anos, no dia 15 de junho de 2005, no Hospital Beneficente Portuguesa, em São Paulo. Como não tinha herdeiros e não deixou testamento, a fortuna dele, estimada em mais de R$ 1 bilhão, é alvo de disputas e golpes.
O inventário tramita em sigilo na 2ª Vara de Família e Sucessões da comarca de São Paulo. Paralelo ao processo, houve ações pedindo parte da fortuna de Olympio, entre elas a que rendeu 3,9 milhões à quadrilha do ex-major da Polícia Militar, Sérgio Roberto de Carvalho. Em questão de meses, a juíza da comarca de Anaurilândia, na época, Margarida Elisabeth Weiler, deferiu a execução do pagamento.
Outra ação tramitou na 3ª Vara Cível de Fazenda de Várzea Grande, Mato Grosso. Em apenas 14 dias - de 12 de janeiro a 26 de janeiro deste ano –, o juiz Marcos José Martins de Siqueira liberou R$ 8.115,895,39, do montante de Olympio, para pagamento de uma falsa dívida a uma suposta empresa. Para receber o dinheiro, o credor teria até levado a uma audiência uma pessoa para se passar pelo bilionário.
O Fórum de Várzea Grande entrou em recesso em 20 de dezembro de 2009 e retornou à rotina em 21 de janeiro de 2010. O processo do "Caso Olympio" foi aberto e tramitou durante a "folga" do judiciário. (NC)