A Polícia Militar entrou em 27 comunidades ontem para combater a onda de violência que atinge o Rio de Janeiro desde o último domingo e matou mais 13 suspeitos. A PM confirmou que subiu para 21 o número de mortos nas operações em favelas do Estado desde segunda-feira, em resposta à onda de ataques violentos iniciada no domingo. Segundo o último boletim da PM, divulgado às 17h20min, três suspeitos morreram na segunda-feira, cinco na terça e 13 ontem. Dois policiais foram feridos em confronto na Vila Cruzeiro. Segundo a PM, 153 pessoas foram detidas ou presas desde segunda-feira - 25 somente ontem.
Ainda de acordo com a PM, 29 veículos, entre automóveis, vans e ônibus, foram incendiados no Estado desde o domingo. Foram apreendidos 13 pistolas e revólveres, seis fuzis, uma espingarda, uma submetralhadora, uma granada e duas bombas caseiras. Ao todo, 17,5 mil PMs estão de prontidão na região metropolitana. A PM divulgou ainda que policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) apreenderam cerca de 1 t de maconha e quatro fuzis na favela de Chatuba, na Vila Cruzeiro.
O porta-voz da PM, coronel Lima Castro, admitiu o risco de os confrontos fazerem vítimas inocentes. “Infelizmente, pode acabar acontecendo de pessoas inocentes serem atingidas? Pode. Mas nós entendemos que estamos dando a resposta certa”, afirmou. Segundo ele, 1625 viaturas e 190 motos estão sendo utilizadas nas operações.
O coronel disse ainda que as ações devem ser intensificadas a partir de hoje. “As operações permanecem e serão mais incisivas ainda a partir de amanhã (hoje)”, afirmou. Para Lima Castro, os criminosos devem diminuir os seus ataques em breve. “Eles estão drogados, em um momento de êxtase, que daqui a pouco vai parar. Eles não têm aparato, não têm homens para reposição”, disse.
Bope
As operações da polícia ocorrem em várias favelas. O Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) entrou em quatro comunidades da Penha. De acordo com a polícia, foram jogados coquetéis molotov em volta do veículo durante a operação na Vila Cruzeiro. A fumaça prejudicou a visibilidade dos PMs, que foram obrigados a voltar.
Quando o Caveirão manobrava, foram colocados obstáculos com barras metálicas - conhecidos como jacarés - embaixo dele, furando três de seus seis pneus. A polícia informou que suspeitos subiram a escadaria da igreja da Penha e estão refugiados no alto do morro. Não há informação se eles entraram na nave da igreja.
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