O governador André Puccinelli disse ontem que vai cobrar da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) agilidade para início das obras de ampliação do Aeroporto Internacional de Campo Grande. Ele reuniu-se nessa semana com equipe da Infraero, em Brasília, onde cobrou o início da ampliação antes do fim de seu segundo mandato, que vai até 2014.
Ano passado, foi firmado um acordo entre os governos, a Infraero, a Força Aérea e o Exército para permitir as obras de ampliação. Para isso, o governo estadual teve de declarar de utilidade pública áreas próximas às pistas do aeroporto. Essas terras terão de ser desapropriadas pelo Estado para construção de um novo terminal de passageiros, pátio para aeronaves e obras complementares de ampliação da capacidade.
O aeroporto de Campo Grande tem tido problemas recorrentes com o fluxo de passageiros e aeronaves. No terminal de embarque e desembarque, a convergência na chegada das aeronaves constantemente tem causado transtornos.
De acordo com Puccinelli, a efetiva desapropriação da área e a cedência para a Infraero dependerão da garantia de início das obras antes de 2014, mesmo que elas não sejam concluídas ainda durante o seu mandato. "Não há problema em não entregar a obra em nossa administração. O importante é que, quando começarem (as obras), é inexorável que serão terminadas", disse. A reforma e ampliação devem ser concluídas em 36 meses a partir do início.
Puccinelli declarou, ainda, que o governo já cumpriu a primeira parte do acordo, ao declarar a área que será usada para a ampliação como de utilidade pública. Agora, segundo o governador, cabe à Infraero elaborar o projeto executivo que permitirá o início das intervenções.
Atualmente, o Aeroporto Internacional de Campo Grande tem área de 1,08 mil hectares, que, com as reformas previstas e aquisição da nova área, será aumentada para 2,41 mil hectares. As obras, que deverão custar R$ 250 milhões, prevêem uma nova pista de 3 mil metros de comprimento por 45 de largura.
Para realização das obras, uma área do Exército precisará ser remanejada de uma cabeceira a outra da pista atual. De acordo com o estudo, a nova pista ficará onde atualmente estão as instalações militares e, segundo o Exército declarou à época da assinatura do acordo, não haverá problemas quanto ao deslocamento da área.