"A melhor maneira de se combater esse tipo de crime é com integração entre os países da região. A fronteira deve ser um espaço que facilite o trânsito de pessoas, que garanta o ir e vir de cidadãos, não o de drogas e armas, que deve ter seu comércio coibido de forma dura".
Diante da situação no Rio de Janeiro, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Departamento de Operações de Fronteira (DOF) intensificaram as ações nas áreas de fronteira e a Polícia Federal está em situação de alerta. "Com a vantagem de termos um policiamento itinerante, sem base fixa, podemos chegar aos bandidos que tentam driblar a fiscalização pelas estradas conhecidas como cabriteiras", explicou o diretor do DOF, coronel Joel Martins dos Santos.
O coronel explicou que os policiais estão sendo mais rigorosos na fiscalização dos veículos que saem do Brasil com destino a países de fronteira como Paraguai e Bolívia. "Esse é um momento de atenção e temos que ficar atentos aos veículos que saem do Brasil. Muitos bandidos podem tentar se esconder em países vizinhos e também podem estar fugindo com armas para depois retornarem ao Rio de Janeiro", enfatizou o diretor do DOF. Segundo ele, os policiais estão vistoriando de forma minuciosa os veículos, condutores e passageiros que pretendem cruzar a fronteira.
A "guerra contra o tráfico" no Rio de Janeiro também contribuiu para o reforço do trabalho da PRF nas divisas com outros estados. "O traficante sai da fronteira pelas estradas vicinais e depois de rodar 400, 500 quilômetros pensa que fugiu da fiscalização e volta para as rodovias oficiais", explicou o chefe do Núcleo de Operações Especiais da Polícia Rodoviária Federal, Airton Motti Júnior.
No entanto, o superintendente da Polícia Federal, José Rita Martins Lara, admitiu que nos finais de semana é difícil fiscalizar todos os veículos que cruzam as fronteiras no Estado. "Estamos trabalhando intensamente, mas existem casos em que não podemos parar todos os veículos. Na fronteira entre a cidade de Mundo Novo e o Paraguai, por exemplo, cruzam cerca de 5 mil carros nos finais de semana e não temos condições de fiscalizar todos", enfatizou. (KC)