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China ordenou ataque ao Google, dizem documentos no WikiLeaks

China ordenou ataque ao Google, dizem documentos no WikiLeaks

Redação

05/12/2010 - 09h41
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Contatos disseram a diplomatas americanos que o ataque de hackers ao Google foi ordenado pelo principal órgão governamental da China, e que um importante líder do país asiático exigiu a ação depois de encontrar críticas a si mesmo num resultado de busca, mostram memorandos do governo dos Estados Unidos.

Um memorando enviado pela Embaixada dos EUA em Pequim a Washington afirma que "um contato bem posicionado", que não é identificado, disse a diplomatas que o governo chinês coordenou os ataques no ano passado contra o Google, sob ordens do Comitê do Politburo, o órgão mais elevado do Partido Comunista.

Os detalhes dos memorandos não puderam ser checados. Departamentos do governo chinês ou se recusaram a comentar, ou não puderam ser contatados. Se verdadeiros, os despachos mostram o tipo de pressão política que o Google enfrentava quando decidiu fechar seu sistema de busca baseado na China, em março.

O memorando sobre os ataques ao Google, classificado como secreto pelo diplomata da missão americana na China Robert Goldberg, foi liberado pelo WikiLeaks.


O jornal The New York Times diz que o despacho, datado do início de 2010, cita o contato afirmando que o chefe de propaganda chinês, Li Changchun, a quinta maior autoridades do país, e o chefe de segurança Zhou Yongkang supervisionaram a ação dos hackers.

O despacho diz ainda que não está claro se o presidente Hu Jintao e o primeiro-ministro Wen Jiabao sabiam dos ataques, antes que o Google viesse a público com a denúncia da agressão, em janeiro.

O Times, no entanto, diz que há dúvidas a respeito das alegações, surgidas após entrevistas com as pessoas citadas, que negaram conhecimento sobre a autoria dos ataques ao mecanismo de busca.

Outro contato citado no memorando dizia acreditar que uma figura do Politburo estava "trabalhando ativamente com o mecanismo de busca chinês Baidu contra os interesses do Google na China".

As relações da corporação bilionária com Pequim estão tensas desde que a empresa disse, em janeiro, que não cooperaria mais com a censura chinesa da internet, depois de sofrer ataques de hackers e de uma tentativa de violar o e-mail de ativistas de direitos humanos. O Google fechou seu mecanismo de busca baseado na China continental em março, desviando o tráfego para o site de Hong Kong.

Um memorando separado dizia que um membro do Politburo ordenara ação contra o Google depois que buscas sobre seu nome relevaram páginas na internet com críticas. O despacho não identifica o líder, mas o New York Times afirma que foi o chefe de propaganda, Li.

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