Três pessoas estão presas suspeitas do assassinato de Regina Bueno França, de 40 anos, e Cláudia de Araújo Mugnaíne, de 34 anos, encontradas degoladas no dia 1º de dezembro, no Jardim Tijuca, em Campo Grande. A Polícia Civil irá apresentá-las e falar sobre o caso hoje. Além da esteticista Lorraine Roryz Silva, de 27 anos, e do ex-presidiário Cristhian Rampagne Castedo, também está preso um suposto mandante do duplo assassinato. Uns dos executores ainda está foragido.
Segundo informações de fontes do Correio do Estado, Lorraine era amiga da cabeleireira Cláudia e estava na residência no momento dos assassinatos. Ela foi presa na manhã desta segunda-feira e, no dia seguinte, entrou com pedido de liberdade provisória na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.
O ex-presidiário Cristhian, que seria o executor, também está preso. Ele cumpriu pena em regime fechado no Estabelecimento Penal de Corumbá, Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande e Instituto Penal da Capital. O acusado está em liberdade condicional desde 18 de novembro de 2009 e permaneceria nesta condição até 14 de março de 2013. Conforme sistema da polícia, o homem tem passagem pela autoria de receptação, roubo e lesão corporal.
Lorraine e Cristhian estão detidos em delegacias separadas para que não tenham qualquer tipo de contato. O duplo homicídio pode ter sido motivado por vingança e queima de arquivo.
Versões
Entre as versões ainda não confirmadas pela polícia está a de que o mandante do crime foi condenado pela prática de roubo. Recentemente, ele teve progressão de pena do regime fechado para o semiaberto, estava no Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, mas evadiu-se do local em meados de outubro deste ano. Sabendo da fuga, as amigas teriam revelado à polícia o paradeiro do homem, que foi preso cerca de 15 dias depois. Por vingança, o condenado teria mandado matar as delatoras. Outra versão para o crime é a de que a esteticista Lorraine teria sido a mandante do crime.
Duplo homicídio
As duas mulheres foram encontradas mortas na casa de Cláudia. Elas foram degoladas e não apresentavam nenhum outro ferimento no corpo. Nada foi roubado delas. No local, havia manchas de sangue e pegadas de chinelo, tipo havaianas, e de coturno.
Regina era estudante de Direito e foi a segunda testemunha de defesa de um processo assassinada. A ação penal acusa a advogada Alisie Pockel Marques da prática de falsificação de documento público para ajudar presidiários do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Cláudia era dona de um salão de beleza e morava há menos de um ano no local onde foi morta. Conforme relato de um amigo da vítima, a residência e o carro dela foram dados pelo namorado, que mora em Araçatuba e foi ouvido pela Polícia Civil, assim como familiares e outros amigos das vítimas.