Mato Grosso do Sul foi um dos cinco estados brasileiros em que a taxa de analfabetismo cresceu de 2004 a 2009. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base nos dados do Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Também houve aumento no número de não-letrados em Mato Grosso, Rondônia, Acre e Santa Catarina.
Em 2004, eram 153.865 moradores de Mato Grosso do Sul analfabetos. Em 2009, a quantidade subiu para 155.005, uma variação de 0,7%. Na avaliação proporcional da população, 8,7% dos sul-mato-grossenses não sabem ler e escrever, o que faz com que o Estado ocupe a 13º posição em relação às demais unidades da federação.
Amapá é o Estado com menor índice, 2,8%, seguido do Distrito Federal (3,4%), Rio de Janeiro (4%), Rio Grande do Sul (4,6%), São Paulo (4,7%) e Santa Catarina (4,9%).
Redução
Em geral, no País, a taxa caiu 7% e está em 9,7%, índice considerado alto pelo Ipea, maior que de países como Equador, Chile e Argentina. Há grandes diferenças entre a população urbana e rural (4,4% contra 22,8%), branca e negra (5,9% contra 13,4%), e das regiões Sul e Sudeste (5,5% contra 18,7%).