Ativistas que estão atacando companhias consideradas inimigas do WikiLeaks tentaram bloquear o funcionamento do site da empresa de pagamento online Moneybookers nesta sexta-feira.
Alguns membros desses grupos que se comunicam por canais da internet também defenderam ataques contra sites do governo da Holanda após a prisão em Haia, na quinta-feira, de um jovem de 16 anos suspeito de envolvimento nos ataques.
Uma série de instituições norte-americanas parou de fornecer serviços ao WikiLeaks depois que o site publicou milhares de relatórios diplomáticos secretos dos Estados Unidos que causaram tensão entre Washington e vários aliados.
O ataque contra a Moneybookers parece ter bloqueado o site por alguns minutos antes da página voltar ao ar nesta sexta-feira. Os ativistas prometeram continuar o ataque e citaram o site da Interpol como possível alvo.
"Se não entrarmos em pânico e crescermos, ninguém poderá nos parar", disse um participante de um canal de Internet usado para o que os ativistas chamam de "Operação Payback".
Em comunicado, a Moneybookers confirmou que seu site ficou indisponível por alguns minutos, mas que o serviço voltou a funcionar.
Os ativistas afirmaram que a Moneybookers se tornou um alvo porque informou ao WikiLeaks em agosto que iria fechar a conta do site no serviço para atender a investigações de vários governos sobre possível esquema de lavagem de dinheiro e outros assuntos.