As quatro empresas e o consórcio, formado por duas construtoras, que apresentaram proposta para participar da concorrência pública para a construção do Aquário do Pantanal foram considerados inaptos para executar a obra pela comissão de licitação da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul). As empreiteiras têm até o dia 29 de dezembro para apresentar documentação que comprove que são habilitadas para executar o serviço.
Depois desta data, a comissão de licitação vai analisar todos os documentos e só então emitir parecer sobre a qualificação técnica das empresas. "Depois que divulgarmos os nomes das empresas habilitadas, vamos deixar transcorrer o prazo de recurso (cinco dias úteis), então vamos abrir as propostas de preço, analisar se estão nas normas do edital e aí divulgar a vencedora", explica o presidente da comissão de licitação, Mauro Figueiredo.
Todo o processo licitatório deve levar, pelo menos, mais 30 dias para ser concluído. A obra do Aquário, conforme já tinha anunciado o governador André Puccinelli (PMDB), começa em março deste ano.
Estão concorrendo para construir o Aquário do Pantanal a Egelte Engenharia Ltda., de Mato Grosso do Sul; Contrutora Celi Ltda., de Sergipe; as empreiteiras paulistas Uni Engenharia e Comércio Ltda. e MPD Engenharia Ltda. e o consórcio Azevedo e Travassos - DM, formada pelas empresas Azevedo e Travassos S/A, de São Paulo, e DM Construtora de Obras Ltda., do Paraná.
Obra
O Aquário do Pantanal abrigará espécies nativas do Pantanal e, além de funcionar como atrativo turístico, terá espaço para o desenvolvimento de pesquisas científicas e reabilitação de animais silvestres da fauna sul-mato-grossense. A estrutura, projetada pelo arquiteto Ruy Ohtake, ocupará área de 18,6 mil metros quadrados no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, e está orçado em R$ 80 milhões.