Já pavimentadas e liberadas para o tráfego desde o início do ano, as novas avenidas construídas na região da Vila Popular, Jardim Aeroporto e Jardim Itália têm preocupado os moradores por conta do número elevado de acidentes de trânsito que acontecem no local. As vias fazem parte do Programa de Recuperação das Áreas Degradadas dos Córregos Imbirussu e Serradinho, conhecido como Projeto Imbirussu-Serradinho, e, no trecho que abrange os três bairros, as obras estão quase prontas, mas o problema é que já foram desinterditadas, mas a sinalização de trânsito ainda não foi feita.
A comerciante Sonia Regina Peralta, 45 anos, mora há 14 anos na Rua Tupaciguara, que deu lugar a uma das avenidas do Complexo Imbirussu-Serradinho, trecho que passa pelo Jardim Aeroporto, ainda não nominada. Ela elogia a intervenção, principalmente, por conta do trabalho de drenagem das águas pluviais feito no local, mas lamenta por ter de testemunhar inúmeros acidentes no local. "Está um perigo porque nada foi sinalizado ainda, nem as faixas para os carros e para os pedestres estão pintadas. A gente sabe que os motoristas abusam da velocidade, mas acho que só podiam ter aberto a avenida quando a sinalização estivesse pronta".
Diomar Domingues Oliveira, 52, mora há 17 anos na mesma avenida que substituiu a Rua Tupaciguara, mas no trecho do Jardim Itália. A dona de casa relata que se preocupa com os netos que vão a pé para a Escola Municipal Carlos Vilhalva Cristaldo e têm de atravessar duas das vias sem sinalização. "Mês passado, uma menina da mesma escola dos meus netos quase foi atropelada por um ônibus. Ela caiu e bateu com a cabeça no meio-fio, parece que ficou até em coma. Na semana passada teve acidente de carro e moto. Que eu já vi, foram uns cinco acidentes este ano, que comentam já são mais de 20".
Agetran
O diretor-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Rudel Trindade Junior, explica que, pelo que está previsto em contrato, as empreiteiras contratadas pela prefeitura para executar a obra são responsáveis, também, por implantar a sinalização viária. No entanto, os projetos e mapeamento desta etapa da obra, que são elaborados com a participação da Agetran, ainda não foram finalizados.
As empresas responsáveis pelas obras no trecho são a Cobel Construtora de Obras de Engenharia, Financial Construtora Industrial Ltda. e a Encalso Engenharia e Construtora Ltda. Segundo Trindade, preocupados com a situação, foi solicitada à Agetran a confecção de pelo menos 14 placas de sinalização para serem instaladas "com urgência" no local.
Contudo, só em janeiro, as empreiteiras começam a trabalhar na implantação da sinalização definitiva. "Estive lá há algumas semanas, o que está acontecendo é que os motoristas estão usando todas as vias em mão dupla. Por isso, vamos colocar as placas como medida emergencial e, quando começarem a implantar definitivamente a sinalização, vamos trabalhar na orientação dos motoristas para evitar que veículos transitem na contramão".