A delegada Denise Quioca, que estava de plantão na madrugada de ontem no 1º Distrito Policial de Guarulhos, região central da cidade, foi morta com vários tiros, dentro da sala dela, pelo ex-namorado e ex-policial civil Fábio Agostino Macedo, de 33 anos. Armado com duas pistolas, o assassino entrou no distrito, foi até a sala da vítima e, durante a discussão, teria descarregado as duas armas contra a delegada, que morreu no local.
Sem resistir, Fábio Macedo se entregou aos policiais do plantão, foi preso em flagrante e encaminhado à Corregedoria da Polícia Civil, que investiga o caso. Segundo um policial militar, Denise era casada com um oficial da PM e já havia registrado, contra o ex-namorado, várias queixas de ameaça.
O ex-namorado da delegada havia sido expulso da Polícia Civil de São Paulo no último dia 9 de dezembro. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, Fábio Agostino Macedo era investigador da polícia desde 1997 e foi expulso da corporação por abuso de autoridade, lesão corporal e porte ilegal de arma.
Crime passional
O Delegado Geral de Polícia de São Paulo, Domingos Paulo Neto, lamentou ontem a morte da delegada Denise Quioca. "É um fato lamentável, mas é um crime passional, um crime que evidentemente nós lamentamos, choca muito", disse o delegado no lançamento da Operação Verão ontem em Santos, na Baixada Santista.
Segundo Neto, ele ficou sabendo do ocorrido ainda durante a madrugada. "O relacionamento já vem de anos, inclusive antes do ingresso na polícia da delegada que foi vítima. O investigador já havia sido demitido da Polícia Civil e ele procurou a delegada, ao que tudo indica, com a intenção de tentar reatar o relacionamento. Ele pediu para ir ao sanitário e quando deixou o sanitário já efetuou vários disparos na delegada", explicou o delegado geral sobre o crime.