O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta sexta-feira acreditar que a gestão da nova Presidente terá crescimento médio de 5,9%, durante a primeira reunião ministerial do governo.
A perspectiva do ministro leva em conta os projetos da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e representam 1,9 ponto percentual a mais que a média do crescimento da economia nos oito anos do governo Lula e 4,2 pontos percentuais acima da média do segundo mandato do governo Fernando Henrique Cardoso.
Para o ministro, o crescimento da economia em 2011 será de 5%, acelerando para 5,5% no próximo ano e chegando a 6,5% nos dois últimos anos do mandato de Dilma Rousseff.
Na avaliação do ministro, a perspectiva do crescimento brasileiro é sustentável, com inflação sob controle, redução da dívida e aumento de reservas, além da ausência de desequilíbrios macroeconômicos.
Para que a inflação nem os juros surpreendam neste ano, o ministro voltou a afirmar que o governo intensificará o esforço fiscal, reduzindo consideravelmente os gastos com custeio. Mantega mostrou preocupação com projetos em tramitação no Congresso que podem trazer impacto fiscal, como o reajuste dos servidores do Judiciário e a regulamentação da Emenda 29, que destina recursos à saúde.
Ao fazer uma exposição sobre a conjuntura econômica na reunião ministerial, Mantega relembrou a geração de cerca de 15 milhões de empregos formais na gestão Lula e traçou a perspectiva de que a classe D cairá dos atuais 15% da população para 8% em 2014, ano do final do governo dilmista. A promessa de erradicação da pobreza extrema foi feita por Dilma enquanto ainda era candidata e, nos primeiros dias de seu governo, reforçada com a confirmação do lançamento de um PAC para a erradicação da miséria.
Investimentos
A equipe econômica ainda trabalha, segundo diagnóstico feito pelo chefe da Fazenda durante a reunião ministerial, com aumento de 5 pontos percentuais no volume de investimento em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Conforme Mantega, o nível de investimento deve passar de 19% em 2010 para 24,1% em 2014.
O esforço para elevar os investimentos será conduzido, segundo o ministro, em conjunto pelo governo e pelo setor privado. Mantega, no entanto, não apresentou estimativas de investimentos públicos nos próximos anos. Disse apenas que os investimentos da União e das estatais encerraram 2010 com recorde estimado em R$ 122,2 bilhões, o que equivale a 5,1% do PIB.