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Ex-comandante dos bombeiros é suspeito de nove mortes

Ex-comandante dos bombeiros é suspeito de nove mortes

Redação

27/01/2011 - 19h20
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O ex-comandante do Corpo de Bombeiros do Paraná coronel Jorge Luiz Thais Martins é suspeito de envolvimento com nove mortes em Curitiba, supostamente em vingança pelo assassinato de seu filho, Jorge Guilherme Marinho Martins, de 26 anos, ocorrido no dia 22 de outubro de 2009. Martins foi comandante da corporação entre junho de 2007 e dezembro de 2009. A pedido da Delegacia de Homicídios de Curitiba, a Justiça determinou a prisão temporária por 30 dias do coronel, mas ele não foi encontrado nesta quinta-feira, 27.

Em sua casa foram cumpridos mandados de busca e apreensão de provas. De acordo com a delegacia, um advogado, cujo nome não foi revelado, teria prometido apresentá-lo, mas até a noite isso não tinha acontecido. Nenhum dos delegados envolvidos diretamente na investigação deu informações sobre o caso.

A própria Secretaria da Segurança Pública do Paraná divulgou uma nota dizendo que não se manifestaria. "Qualquer ação por parte do coronel Martins que esteja sendo investigada é considerada de caráter pessoal, de cidadão comum, sem relação nenhuma com a instituição que comandou", afirma a nota.

O filho de Martins foi morto por volta das 6 horas da manhã do dia 22 de outubro, no Bairro Boqueirão, quando deixava a namorada em casa, após saírem de uma festa. Ela levou dois tiros, mas sobreviveu. Ele morreu no local, após reagir à tentativa de roubo de seu automóvel. Logo depois foram presos dois adolescentes usuários de droga. As investigações estenderam-se até o meio do ano passado, mas não foram encontradas provas que mostrassem vínculo entre eles e a morte. Por isso foram soltos.

Desde agosto do ano passado, a polícia registrou nove mortes de usuários de droga no mesmo bairro. As investigações dessas mortes levaram a Delegacia de Homicídios a concluir que a autoria seria do coronel, o que levou ao pedido de prisão.

Um rapaz que supostamente teria sobrevivido a tiros, entrevistado sob anonimato hoje à tarde pela TV Paranaense, da Rede Paranaense de Comunicação, disse ter reconhecido o coronel quando lhe foram apresentadas várias fotografias na Delegacia de Homicídios. Dois inquéritos que a polícia investiga referem-se a quatro mortes ocorridas no dia 8 de agosto de 2010. Em um deles houve duas mortes e uma pessoa ferida. No outro apuram-se as circunstâncias de outras duas mortes.

O terceiro inquérito investiga a morte de duas pessoas e ferimentos em outra, em tiroteio ocorrido no dia 10 de novembro do ano passado. Uma quarta investigação em poder da polícia refere-se a ocorrência no dia 1º de janeiro deste ano, em que também duas pessoas morreram. O outro inquérito, com mais uma morte, já está na Justiça.

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