Em fevereiro foram destruídos 7,4 milhões de cigarros apreendidos no país, de acordo com dados publicados no site da Receita Federal. A região fiscal onde se concentra o maior número de mercadorias é o Centro Oeste, onde 5,2 milhões de unidades foram destruídas, seguida por Paraná e Santa Catarina, com 875 mil.
Mato Grosso do Sul é uma das principais rotas de entrada do contrabando no país. O comércio ilegal de cigarros no Brasil representa cerca de 27% do mercado interno total, gerando perdas para o Governo calculadas em R$ 2 bilhões, de acordo com estimativas da indústria. Sem o pagamento dos impostos devidos, produtos provenientes de empresas que sonegam ou que entram no país por contrabando, através principalmente do Paraguai, chegam a custar 45% menos que os cigarros legalizados.
Levantamento realizado no ano passado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) comprova que o cigarro brasileiro é o 5º mais caro do mundo. O preço no país subiu 60% em termos reais nos últimos sete anos, empurrando os consumidores para o mercado ilegal.