A estudante Daniela Araújo Neri, 18 anos, presa pelo assassinato da colega de escola, Bruna Caroline Pereira da Silva, 15, em janeiro na Capital teve o pedido de liberdade negada pela Justiça. O motivo do assassinato seria em razão de Daniela frequentemente caçoar de Bruna, o que caracterizaria bulliyng.
A defesa da acusada argumentou à Justiça que ela teria agido em legítima defesa, é reu primária e tem endereço fixo. Alegações que não convenceram o juiz Aluízio Pereira dos Santos, em substituição na 1ª Vara do Tribunal do Júri, que acompanhou o parecer e negou liberdade à jovem.
Com o indeferimento do pedido, Daniela deve aguardar o julgamento por homicídio doloso (com intenção de matar) presa.
O caso
Bruna foi assassinada por volta das 19h40min do dia 27 de janeiro, no cruzamento das ruas Iriá com Bartira, no Bairro Jardim Seminário – próximo à Comunidade São Benedito. A motivação do crime seria uma discussão na escola ocorrida há três anos.
No momento em que foi atingida Bruna estava tomando tereré numa sombra a 100 metros de sua casa na companhia de uma outra colega, de 12 anos, e não teve tempo para reagir. Consta na ocorrência policial que Daniela se aproximou da vítima com a arma em punho e disse: "Você se lembra daquele dia que você mexeu comigo na escola?". Em seguida, efetuou os disparos – pelo menos cinco conforme testemunhas. A estudante foi atingida por dois tiros, sendo um no tórax, e ao tentar correr, outro na cabeça. Ambas estudavam na Escola Estadual Antônio Delfino Pereira.