Cidades

Julgamento

Amiga de Eloá pede para ser ouvida sem presença de Lindemberg

Amiga de Eloá pede para ser ouvida sem presença de Lindemberg

Redação

11/03/2011 - 15h00
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Teve início por volta das 10h10min desta sexta-feira, no Fórum de Santo André, na região metropolitana de São Paulo, a audiência de cinco testemunhas de acusação do caso Eloá.

Além das testemunhas, será ouvido Lindemberg Alves Fernandes, 22 anos, acusado de manter em cárcere privado e matar a ex-namorada Eloá Cristina Pimentel, 15 anos, em outubro de 2008. Nayara Rodrigues da Silva, amiga de Eloá que foi baleada durante a operação de resgate dos reféns, pediu que o réu não estivesse presente durante sua oitiva.

Transferido do presídio de Tremembé, no interior de São Paulo, Lindemberg chegou ao fórum por volta das 9h40min. Nayara é a primeira das testemunhas a ser ouvida por José Carlos de França Carvalho Neto, juiz de execuções penais de Santo André. Também falarão Vítor Lopes de Campos e Iago Vilera de Oliveira, colegas de Eloá e Nayara que estavam dentro do apartamento quando Lindemberg chegou e foram liberados no decorrer do sequestro. As outras testemunhas são Ewerton Domingos Pimentel, irmão de Eloá, e o policial militar Athos Antonio Valeriano.

As testemunhas de defesa serão ouvidas em outra data ainda não determinada. O julgamento de Lindemberg estava marcado para o dia 21 de fevereiro, mas, por uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o processo deve retornar à fase de instrução.

O caso

Lindemberg invadiu a casa da sua ex-namorada, no Bairro de Jardim Santo André, em Santo André (SP), numa crise de ciúmes, e manteve Eloá e alguns de seus amigos em cárcere privado. Após quase 100 horas de negociações, Eloá foi morta com dois tiros. Lindemberg afirma que o tiro que matou a jovem partiu de um disparo policial.

O réu fez Eloá refém no apartamento da família dela depois de invadir o imóvel na tarde do dia 13 de outubro de 2008. A adolescente estava no local com a amiga Nayara Rodrigues da Silva, 15 anos, e dois colegas de escola. Os meninos foram liberados naquela noite.

Nayara saiu do cativeiro no dia seguinte, após 33 horas. Ela retornou ao apartamento no dia 16 em uma tentativa de negociar com Lindemberg, mas foi capturada novamente e lá permaneceu até o desfecho do sequestro. A ação terminou com as duas meninas baleadas pelo sequestrador, em 17 de outubro.

Integrantes do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar (PM) alegam que invadiram o apartamento após terem ouvido um tiro. Eloá teve morte cerebral confirmada dois dias depois. Nayara levou um tiro no rosto e teve recuperação total.

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