Os cerca de 25 mil professores da rede estadual e municipal do Estado paralisam as atividades nesta quarta-feira em Mato Grosso do Sul em um manifesto para a regulamentação da Lei de número 11.738-2008 sobre o Piso Salarial Profissional. A categoria afirma que o aumento de 6% como medida de reposição inflacionária, concedido pelo governo do Estado em dezembro passado, não atualizou os valores do Piso Nacional da categoria, atingiu apenas os professores e deixou os funcionários administrativos de lado. Apenas a rede estadual de ensino possui 282 mil estudantes.
Conforme informações da assessoria de comunicação da Secretaria de Educação de Campo Grande, os professores da Capital não irão aderir ao movimento porque já possuem o piso atualizado.
Segundo informações da Federação dos Trabalhadores em Educação (Fetems), a primeira mobilização dos Trabalhadores em Educação de 2011 tem como principal objetivo à valorização dos profissionais que atuam na rede pública de ensino. Amanhã às 14h também acontece uma Audiência Pública na Assembleia Legislativa para debater a valorização da educação.
A próxima mobilização deve acontecer no mês de abril e será conduzida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) na Semana em Defesa da Escola Pública.
Os estados de Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Ceará impetraram Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Superior Tribunal de Justiça (STF) contra a Lei do Piso. Enquanto a Adin nº 4167 estiver tramitando no STF, os estados não efetivarão integralmente a Lei do Piso. Em 2008, o STF reconheceu a constitucionalidade da Lei.
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