Cidades

Crise na Líbia

ONU aprova ataque à Líbia

ONU aprova ataque à Líbia

Redação

17/03/2011 - 22h38
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O Conselho de Segurança da ONU autorizou na noite desta quinta-feira (17) uma intervenção militar na Líbia, para “proteger a população civil”. A resolução aprovada por 10 votos a favor e cinco abstenções (inclusive do Brasil), cria uma zona de exclusão aérea no país e autoriza bombardeios, mas sem ocupação terrestre de tropas.

O documento estabelece que os países membros da ONU adotem “todas as medidas necessárias” para evitar um massacre por parte do regime de Muammar Gaddafi, o que inclui ataques aéreos para “proteger civis e áreas povoadas, incluindo Benghazi”.

Brasil, Alemanha, Rússia, China e Índia se abstiveram.

Benghazi, situada no leste do país, foi a primeira cidade a ser tomada pelos rebeldes anti-Gaddafi. Após o avanço da oposição em direção a Tripoli, forças leais ao regime contra-atacaram, ganharam terreno e estão prestes a retomar Benghazi.

Apesar de autorizar os bombardeios, o documento do Conselho de Segurança não autoriza a presença de tropas terrestres no país.

A resolução, defendida pela França, Reino Unido e Líbano, proíbe qualquer voo no espaço aéreo líbio e autoriza a utilização de “todas as medidas necessárias para garantir a zona de exclusão aérea”. A Liga Árabe apoiou a iniciativa.

Sanções aumentam

A ONU ainda endurece o embargo de armas e as sanções econômicas impostas a Trípoli no mês passado. O documento também exige um cessar-fogo imediato por parte do regime de Gaddafi.

No relatório do documento, os países signatários condenam as “graves e sistemáticas violações dos direitos humanos” ocorridos na Líbia, incluindo torturas, detenções arbitrárias e execuções sumárias.

Dos 15 membros do Conselho de Segurança, 10 votaram a favor e cinco se abstiveram (nenhum votou contra), após três dias de negociações.

Gaddafi ameaça contra ataque

O regime de Gaddafi ameaçou colocar “em perigo todas as atividades aéreas e marítimas no Mediterrâneo”, caso haja alguma tentativa de intervenção militar no país. As informações são da agência de notícias oficial líbia.

Segundo a imprensa oficial, os navios e aviões que cruzarem o mar Mediterrâneo, “sejam civis ou militares, serão alvo de ataque defensivo”, ameaça a nota emitida por Trípoli. “Toda a bacia do Mediterrâneo estará exposta a um grave perigo”, ressaltou o regime.

Em um discurso dirigido à população de Benghazi na TV estatal líbia, Gaddafi ameaçou “grandes bombardeios” à cidade. As informações dão da rede de televisão árabe Al Jazeera.

No pronunciamento, Gaddafi disse que o Exército está próximo de invadir e conquistar a cidade de Benghazi, a primeira a ter sido tomada pelas forças rebeldes que querem derrubar o ditador, no poder há 41 anos. Ele afirmou que o Exército entrará em “casa por casa” e que “não terá compaixão” com os inimigos.

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