Bruno César Figueira, Ailton Nogueira da Silva e André Lima de Azevedo, todos de 27 anos, foram presos no sábado à tarde por formação de quadrilha. Eles atuam há pelomenos dois anos em diversos Estados, moravam em São Paulo e tentavam furtar caixas eletrônicos na Capital com a instalação de aparelhos conhecidos como "chupa-cabras", que clonam a tarja dos cartões.
Segundo o delegado Rodrigo Yassaka, do Grupo Armado de Repressão a Assaltos, Roubos e Sequestros (Garras), os três estiveram em Campo Grande nos dias 12 e 13 deste mês e tentaram instalar o aparelho em três agências da cidade. O equipamento era composto por um notebook, um teclado falso, um celular e uma memória de computador, transformados em um simulacro de tela de caixa eletrônico, com um dispositivo de inserção de cartão para copiar a senha.
No sábado, dia 12, pela manhã, os três tentaram colocar o "chupa-cabras" em uma agência do Banco do Brasil, que fica ao lado da Câmara Municipal. À noite, eles tentaram instalar o aparelho em um caixa eletônico do banco Sicredi e no domingo de manhã em uma agência do Banco do Brasil que fica na Avenida Mato Grosso.
Após essas tentativas, os três voltaram para São Paulo e retornaram à Campo Grande na sexta-feira. A equipe de investigação do Garras recebeu informações das tentativas de furto dos bancos e descobriu que a quadrilha estava no Apart Hotel Atenas, na Vila Planalto. Eles usavam um Celta alugado para tentar instalar o equipamento.
No início da noite de sábado os três foram surpreendidos pelo Garras no estacionamento de um supermercado na Avenida Mato Grosso, esquina com a Ceará, quando foram comprar uma fita dupla face para instalar o caixa eletrônico.
Passagens
O delegado Rodrigo Yassaka diz que apenas Bruno César Figueira tem passagem no Rio de Janeiro, em 2008, pelo mesmo crime. Bruno e André são de São Paulo e Ailton é do Rio Grande do Norte. Eles foram indiciados por formação de quadrilha e serão indiciados também por tentativa de furto, já que em nehuma agência eles conseguiram instalar o equipamento e nada furtaram.
Os três revelaram ao delegado que escolheram Mato Grosso do Sul por causa da proximidade com São Paulo. A polícia está a procura de um quarto suspeito que, segundo a quadrilha, financiou a estadia deles e o aluguel do carro na Capital.