Ao voltar de uma pescaria no Rio Aquidauana, Janderson Oliveira da Silva, 27 anos, passou o repelente. Cerca de dez minutos depois foi acender um cigarro e teve queimaduras de 1º e 2º graus nos braços, peito, pescoço e rosto. O produto não estava com o prazo de validade vencido e tinha sido comprado no dia anterior em uma farmácia da Capital.
Janderson estava na cidade de Rochedo no dia 13 de março, quando ocorreu o acidente e se julga prejudicado fisica e financeiramente, já que perdeu alguns dias de trabalho. “Fui direto a uma clínica particular de dermatologia, pois trabalho com venda de veículos e tenho que me preocupar com estética. A gente passa esse repelente nos filhos e só está escrito que é inflamável com letras bem miúdas no rótulo”, aponta Janderson.
Ele registrou a queixa hoje na Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo). “Vamos trabalhar para mudar a embalagem, não entendemos que seja suficiente letras pequenas indicando que é inflamável”, pondera o delegado Adriano Garcia Geraldo.