A Copa do Mundo de Futebol de 2014 e a Olimpíada de 2016 no Brasil despertam a preocupação de organizações sociais, que avaliam os impactos sociais, culturais econômicos e ambientais desses eventos.
As organizações da sociedade civil entendem que os processos que envolvem todos os preparativos para estas competições não levam em conta a opinião da população localizada nas cidades-sedes, bem como o interesse geral dos brasileiros.
A remoção de famílias, a destruição de estádios para novas construções, em vez de reforma desses lugares, a aprovação de projetos que não estão diretamente ligados aos jogos, a falta transparência nas informações e possíveis mudanças nas legislações estaduais são algumas das questões levantadas pelas associações.
De acordo com o Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos), os movimentos sociais se posicionam contra a realização dos megaeventos citados acima, por considerarem essas atividades extremamente nocivas para comunidades carentes e em área de risco.
Porém, diante da impossibilidade de anular a liberação dos eventos, elas buscam por meio de pressão sobre o governo atenuar o máximo possível os impactos sociais, econômicos, culturais e ambientais destes.
Ministério
Segundo a procuradora do MPF (Ministério Público Federal), Luciana Gadelha, o MPF e o Grupo de Trabalho Impactos Sociais dos megaeventos atuam no monitoramento dos efeitos das obras para a Copa e a Olimpíada.
“O GT quer facilitar o diálogo em todas as esferas de poder para que a sociedade possa ter acesso a todas as informações e sobretudo atuar nas questões relacionadas às remoções. No GT existe um questionamento se todas as remoções são necessárias, se sim, como vem sendo essas remoções. Então, nosso papel é também de monitorar, analisar e verificar, os projetos relacionados aos megaeventos”, afirma.