O diretor da escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo (zona oeste do Rio), disse que as duas salas de aula onde 12 alunos morreram na quinta-feira (7) vão deixar de abrigar classes.
De acordo com Luis Marduk, a sala vizinha à sala de leitura --onde quatro alunos foram mortos-- será transformada em uma sala só, que vai virar uma biblioteca digital.
Também no primeiro andar da escola, a sala em frente --onde oito alunos morreram-- será transformada em um espaço multifuncional, voltado ao atendimento de crianças com necessidades especiais e alunos de outras escolas. Segundo Marduk, será um espaço mais aberto à comunidade.
As aulas na escola municipal ainda não têm data para recomeçar. Na segunda-feira (18) a escola será reaberta à comunidade e contará com várias intervenções "para reinventar a escola". Segundo o diretor, artistas vão participar do evento para motivar as crianças.
"Temos que enfrentar esta situação de frente, viver a dor até o fim, e reconquistar o espaço que é nosso", disse.
Na terça-feira começarão oficinas de arte para os alunos, pois, segundo Marduk, "é importante trabalhar com arte para as crianças liberarem sentimentos".
Nesta segunda-feira começaram a ser devolvidos aos pais o material dos alunos que estava na escola desde o massacre --mais da metade já tinha sido devolvida até a tarde.
TRANSFERÊNCIA
Marduk diz ter recebido, até agora, poucos pedidos de transferência de alunos. A escola contra com 999 alunos matriculados, mas foram enviados apenas cerca de dez pedidos.
Segundo o diretor, professores que estavam licenciados e até mesmo aposentados estão se solidarizando com a escola e se prontificado a ajudar a escola, até mesmo dando aulas.
"Estamos agindo com toda a cautela que situação exige", disse.