Após executarem, sozinhos, uma operação em um país estrangeiro, os Estados Unidos agora querem interrogar as três mulheres do terrorista Osama bin Laden, morto na última segunda-feira (2), no Paquistão. As viúvas do fundador da rede Al Qaeda estão sob custódia das autoridades paquistanesas.
A declaração foi dada neste domingo (8) pelo conselheiro de segurança da Casa Branca, Thomas Donilon, no mesmo dia que o presidente Barack Obama disse, em entrevista ao programa 60 Minutes, da rede CBS, que o fundador da Al Qaeda recebeu “colaboração” no Paquistão.
Obama disse que não sabe dizer “que tipo de rede de colaboração” Bin Laden tinha à sua disposição. Disse ainda que é preciso investigar se havia membros do governo paquistanês ajudando o fundador da Al Qaeda.
As autoridades paquistanesas negaram qualquer envolvimento e mostraram grande desconforto com as declarações de Obama.
Segundo a agência Associated Press, até o momento o governo do Paquistão ainda não deu permissão a qualquer tipo de interrogatório por parte dos EUA com as viúvas do terrorista.
EUA desconfiam do Paquistão
Embora seja considerado um regime aliado dos EUA, o Paquistão é visto cada vez mais com desconfiança por Washington.
Embora fosse o homem mais procurado do mundo, Bin Laden vivia em uma cidade próxima à capital paquistanesa, Islamabad, e não em cavernas na área fronteiriça do Afeganistão, como se acreditava.
O maior sinal de desconfiança foi a própria operação que matou Bin Laden, executada unilateralmente pelos EUA, sem colaboração paquistanesa. Há, inclusive, contestação se a operação foi legal.
Segundo as declarações do conselheiro da Casa Branca, muitas informações ainda estão por vir à tona. Donilon disse que há uma grande quantidade de informações encontrada na casa de Bin Laden. Ele comparou o volume de material a de “uma pequena biblioteca de colégio”.