Em cada canto, há uma história para contar. A cada paciente e morador, o reflexo da bondade e caridade de voluntários e funcionários que trabalham a serviço das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), em Salvador.
O empreendimento foi criado por Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, a Irmã Dulce, a partir de um terreno onde funcionava um galinheiro, que virou o complexo que abriga deficientes físicos e mentais, idosos, crianças e doentes. Atualmente, é o maior centro de saúde gratuito do país. Hoje ela vai ser beatificada.
Diariamente, cerca de cinco mil pessoas frequentam a instituição, que conta com mais de 200 voluntários.
“Eu sempre digo que a grande marca de Irmã Dulce é exatamente a caridade. Mas por trás disso aí há uma figura com tamanha obstinação, extremamente empreendedora, que rompeu com uma série de obstáculos, sempre em nome dos menos favorecidos”, relata o museólogo Osvaldo Gouveia, responsável pelo Memorial Irmã Dulce.
Tinha muita gente na porta do hospital, mas ainda assim ela me viu e me chamou. A partir desse momento nunca mais faltou nada na minha vida. Tudo o que sou hoje eu devo a Irmã Dulce"Marlene TelesO empreendedorismo de Irmã Dulce, citado por Gouveia, evidencia-se no complexo iniciado e estruturado pela freira baiana e seus colaboradores.
Compõem o espaço que beneficia milhares de baianos o Hospital Santo Antônio, Hospital da Criança, Centro Geriátrico Júlia Magalhães, Centro de Reabilitação e Prevenção de Deficiências, Centro de Atendimento e Tratamento de Alcoolistas, Centro de Reabilitação de Anomalias Crânio Faciais, Ambulatório de Fisioterapia, Clínica da Mulher, Unidade de Coleta e Transfusão de Sangue, Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), Laboratório de Análises Clínicas e o Centro de Bio Imagem.