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Indústria diz que é fácil reduzir exposição a ondas do celular

Indústria diz que é fácil reduzir exposição a ondas do celular

Redação

02/06/2011 - 22h00
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Ondas emitidas pelo celular podem causar câncer? Não é bem assim. Em defesa dos celulares, a entidade que representa os fabricantes, a MMF, disse que a pesquisa sobre os riscos apenas analisou as evidências científicas disponíveis sobre o tema, mas não realizou uma pesquisa própria, avaliando o risco real.

"Se as pessoas estiverem preocupadas, elas podem facilmente reduzir sua exposição aos sinais de rádio emitidos pelos telefones celulares", diz a nota.

Citando orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde), a entidade recomenda usar dispositivos para manter o celular longe do corpo (como fones e viva-voz), limitar o número e a duração das chamadas e usar o telefone em áreas com boa recepção, o que permite que o aparelho funcione com menor potência.

Margem de segurança

Aderbal Bonturi Pereira, diretor da MMF para América Latina, afirma que a classificação do celular como possivelmente cancerígeno mostra que não há evidências conclusivas sobre o perigo do uso do aparelho.

Pereira diz que outros elementos, como o café, também se encontram nessa classificação e continuam a ser estudados. "Nem por isso paramos de tomar café."

O diretor da MMF diz ainda que os limites de exposição às ondas eletromagéticas dos aparelhos seguem regras que exigem alta margem de segurança.

Antes de serem colocados no mercado, os telefones são testados para que seja medida a potencial exposição do usuário às ondas emitidas.

"A Iarc é um organismo sério. A indústria se pauta pelo que a OMS diz. Mas a classificação ainda não é uma coisa definitiva."

Com informações da Folha

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