Oito pessoas foram ouvidas na tarde desta terça-feira (14), na audiência de defesa de Cristhiano Luna de Almeida, 23 anos, o acusado de matar o segurança Jéferson Bruno Escobar, em março deste ano.
Entre os ouvidos estão três amigos de Cristhiano, que confessaram que mentiram quando foram questionados pela Polícia Civil sobre o acontecimento. Mais cinco pessoas, entre elas o delegado de Polícia Civil João Eduardo Santana Davanço, responsável pelos autos de prisão em flagrante ouviu ainda a perita criminal responsável pela perícia nas imagens feitas pelas câmeras da casa noturna; o presidente da Federação Sul-Mato-Grossense de Jiu-Jitsu Edemir Elias Fermino; um repórter e a delegada Daniela Kades, presidente do inquérito sobre o caso.
A audiência contou com a explicação da delegada responsável pelo caso, da perita que analisou os vídeos, alegando que houve sinais de briga, do professor de artes-marciais que afirmou que não houve golpes de artes marciais, e do repórter que disse que fez a reportagem com base em informações repassadas por um colega que atualmente trabalha em outra empresa.
Ricardo Trad, advogado de defesa de Cristhiano atacou a delegada Daniela Kades, responsável pelo caso, perguntando para ela o que era “dolo”, após responder, o advogado disse à ela que “Cada um tem um conceito, mas ela precisa voltar aos bancos da universidade para aprender o que é dolo eventual”.
A justiça deve decidir ainda neste mês se manda ou não o acusado a júri popular. O juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Aluízio Pereira dos Santos, deu prazo para que acusação e defesa apresentem as alegações finais. A acusação tem até a próxima 5ª feira para entrega e a defesa, a data estabelecida é dia 21 de junho.
Manifesto
O manifesto que será feito pela família de Jefferson Bruno Escobar, segurança que foi morto em março deste ano, quando retirava o lutador Cristhiano Luna de Almeida de uma casa noturna, será neste sábado (18), com concentração a partir das 14h30 na Praça Ari Coelho.
O movimento vai terá a participação de Eliane Rodrigues, mãe da jovem de 19 anos, Marielly Rodrigues, desaparecida desde o dia 21 de maio. A manifestação terá ainda a participação da família do rapaz agredido nas Lojas Americanas, além de parentes de outras vítimas da violência. Os manifestantes irão caminhar pelas ruas e avenidas do centro da Capital.