O médico ginecologista Issan Moussa e o dentista Antônio Lastória devem assumir a gestão da Santa Casa de Campo Grande. Há quase um ano no comando da Santa Casa, Jorge Martins deixou ontem a presidência da Junta Administrativa, que representa Governo do Estado e a Prefeitura de Campo Grande na gestão do hospital. De acordo com o secretário municipal de Saúde Pública, Leandro Mazina, Martins, que foi secretário de Administração da gestão de Nelson Trad Filho (PMDB), pediu demissão ontem “por motivos pessoais”.
O médico Issam Moussa é ginecologista e foi diretor da Maternidade Cândido Mariano. Antônio Lastória é dentista, diretor-geral de Atenção à Saúde da Secretaria de Estado de Saúde.
Em entrevista ao Correio do Estado, Jorge Martins disse que há 60 dias enviou carta ao prefeito Nelsinho Trad pedindo demissão e que em reunião ontem, a Junta Interventora — responsável pela nomeação da Junta Administrativa — aceitou a saída dele. “Me comprometi com o prefeito em ficar um ano no hospital e cumpri. Dia 2 de julho completa um ano”.
Martins criticou a Junta Interventora. “A cada dia surge e insurge um problema da Santa Casa que não é só da Santa Casa. Não se pode fazer em 11 meses o que não foi feito em 100 anos. A santa casa não é gestor do serviço publico de saúde, é um hospital particular que tem contrato para atender os pacientes do SUS. A secretária de saúde do estado e o secretário de saúde do município é que tem de repensar a saúde como um todo”.
O presidente acredita que o principal problema da Santa Casa é a superlotação, mas que a solução para o entrave não é papel da administração do hospital. “Não quis continuar (na presidência), porque eu tenho um nome para zelar, 47 anos de vida pública, não posso aceitar que alguém e a mídia diga que o problema da Santa Casa é gestão”.
O secretário de Saúde do município disse ontem que não ia comentar a saída do diretor-presidente. Mazina informou apenas que ainda hoje outra pessoa será nomeada para substituir Jorge Martins. O prefeito de Campo Grande limitou-se a dizer que não vai interferir na escolha do novo presidente da junta. “A Santa Casa não é lugar de fazer política”.
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