A Polícia Civil de Corumbá segue hoje (15), com as investigações para encontrar o responsável pela morte do professor Ramão Jacinto Espíndola. O corpo dele foi encontrado degolado, na tarde de ontem (14), embaixo de um colchão no próprio quarto.
De acordo com o titular do 1º Distrito de Polícia Civil, Jeferson Rosa Dias, a medida que o trabalho investigativo avança, nomes - de possíveis envolvidos - "vão surgindo", afirmou o delegado ao informar ter outros dois suspeitos sob investigação. O adolescente de 17 anos, que era o suspeito inicial e estaria em Campo Grande, foi localizado pelos agentes comandados pelo delegado Jeferson. "Foi ouvido e inicialmente liberado, mas permanece sendo investigado", complementou.
Jeferson Dias disse também que o carro da vítima - um Ford KA branco, ainda não foi encontrado, mas a ocorrência de roubo já está no sistema de registro da Polícia Civil do Mato Grosso do Sul.
O delegado titular do 1º DP informou ter prazo de 30 dias para concluir no inquérito e disse que a Policia segue trabalhando com a hipótese de latrocínio, que é roubo seguido de morte. Crime que dá pena de 20 a 30 anos de prisão em caso de condenação judicial. "Não conseguimos vislumbrar outra linha de investigação que não seja a de latrocínio", complementou Jeferson Rosa Dias.
Ausência na escola
O crime foi "bárbaro" e apenas um cabo, que aparenta ser de uma faca, foi encontrado pela polícia, informou o delegado Jeferson logo após o trabalho da perícia técnica da Polícia Civil na casa do professor, ainda na tarde desta terça-feira, dia 14. "Encontramos o corpo em estado de decomposição, o que leva a crer que ele tenha sido assassinado na quinta-feira, ou sexta-feira, não sabemos exatamente, mas de acordo com conhecidos, a última vez que a vítima foi vista, foi na quinta-feira. A vítima foi degolada e encontramos no local o cabo de uma faca. Agora, o Instituto Médico Legal irá verificar se a lâmina se encontra dentro do corpo, o que é uma grande probabilidade", afirmou o titular do 1º DP.
"Encontramos o quarto desalinhado, o corpo se encontrava embaixo do colchão. Pudemos identificar que os autores entraram pelo telhado e saíram pela porta da frente, levando os objetos e o carro. A princípio, os vizinhos não ouviram nada", disse o delegado.
A morte de Ramão só foi descoberta porque o diretor de uma escola onde o professor lecionava estranhou a ausência dele por dois dias e foi procurá-lo.
(Com informações do Diário Online)