Na região de Forte Coimbra, parte baixa do Pantanal corumbaense, o rio Paraguai subiu quase 5 centímetros nos últimos 10 dias. Na terça-feira (14), o Serviço de Sinalização Náutica do Oeste da Marinha do Brasil registrou a marca de 4,63 metros no local, ou seja, 3,29 metros acima do nível normal. Toda esta água afeta diretamente o cotidiano dos ribeirinhos, moradores que vivem às margens do rio.
Em Coimbra, onde existe um destacamento do Exército Brasileiro, são poucas as famílias que sobrevivem diretamente da pesca, mas em comunidades próximas dali, a atividade é o principal meio de sobrevivência.
Em Porto Esperança, apenas algumas residências não estão parcialmente ou completamente embaixo d'água. "Eu estava cuidando a enchente. Mas uma noite, de repente, acordei com a água entrando em minha cozinha. Aí rodou panela, fogão, tudo. Deu tempo de tirar poucas coisas", contou a diarista Ana Maria Benevides, 50 anos. Há 15 anos instalada em uma residência de madeira bem próxima ao leito do rio, hoje ela está abrigada num pequeno quarto na sede da Associação de Moradores de Porto Esperança.
Povo das Águas
As famílias da parte baixa do Pantanal foram beneficiadas pela 9ª edição do Programa Social Povo das Águas, realizada entre os dias 08 e 11 de junho. Composta por médicos, dentistas, vacinadoras, assistentes sociais, educadores e outros profissionais do Município, a equipe prestou serviços médico-sociais a mais de 220 famílias em situação de vulnerabilidade por causa da cheia. Cestas básicas, kits de alimentos, lonas, agasalhos e cobertores ajudaram a amenizar as dificuldades enfrentadas pelos ribeirinhos.