Está marcada para as 8h30min da próxima segunda-feira (20), na 2ª Vara do Tribunal do Júri, audiência para depoimento de testemunhas de defesa e o interrogatório dos três homens e de uma mulher acusados de envolvimento no assassinato de duas mulheres, Cláudia de Araújo Mugnaine e Regina Bueno França. Elas foram encontradas mortas no dia 1º de dezembro de 2010 na casa de Cláudia, localizada no Bairro Jardim Tijuca, em Campo Grande.
Na audiência serão ouvidas as testemunhas de defesa do acusado Weber de Souza Brito. Além disso, ele será interrogado, como também os irmãos, Cristhian Rampagne Castedo e seu irmão e Eder, o Corumbá e que teria sido o mandando do crime, bem como Lorraine Roryz Silva, de 27 anos.
A defesa de Cristhian, requereu a instalação de incidente de insanidade mental. Em despacho, o juiz titular da 2ª Vara, Aluízio Pereira dos Santos, anunciou que decidirá sobre o pedido após o interrogatório do acusado.
No dia 16 de maio a 1ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça, por unanimidade, negou a ordem do habeas corpus impetrado por Lorrayne. Os quatro réus estão presos.
O crime
Lorraine era amiga da cabeleireira Cláudia e estava na residência no momento dos assassinatos. O ex-presidiário Cristhian, é acusado de ser um dos executores. Ele cumpriu pena em regime fechado no Estabelecimento Penal de Corumbá, Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande e Instituto Penal da Capital.
O acusado estava em liberdade condicional desde 18 de novembro de 2009 e permaneceria nesta condição até 14 de março de 2013. Conforme sistema da polícia, o homem tem passagem pela autoria de receptação, roubo e lesão corporal.
As duas mulheres foram encontradas mortas na casa de Cláudia. Elas foram degoladas e não apresentavam nenhum outro ferimento no corpo. Nada foi roubado delas. No local, havia manchas de sangue e pegadas de chinelo, tipo havaianas, e de coturno.
Regina era estudante de Direito e foi a segunda testemunha de defesa de um processo assassinada. A ação penal acusa uma advogada da prática de falsificação de documento público para ajudar presidiários do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Cláudia era dona de um salão de beleza e morava há menos de um ano no local onde foi morta.