O soldado Santos era lotado no 4º BPM (Batalhão da Polícia Militar) de Ponta Porã e foi morto com um tiro na cabeça em frente à residência de sua namorada, C.T.P.A, de 24 anos, a duas quadras do batalhão onde o policial trabalhava. Ele estava de serviço naquela noite na Unidade Penal Ricardo Brandão.
Pelo que foi apurado até agora, Santos teria recebido um telefonema da namorada e após passar seu turno de serviço a um colega, por volta das 22h30min, foi atender ao chamado de C.T.O.A., que teria tido sua residência invadida pelo ex-namorado, Fernando Negri.
Duas testemunhas, entre elas um advogado que passava pelo local, presenciaram o crime, além da namorada do PM que estava na casa. Todos já foram ouvidos pelo delegado Odorico Mendonça que conduz o inquérito no 1º Distrito Policial.
Durante o depoimento, a namorada do PM contou que seu ex-namorado já tinha tido uma discussão com o policial momento antes do crime e que em seguida o PM entrou na casa dela. Ao sair teria sido abordado por Fernando, que na seqüência atirou na cabeça do militar.
O soldado foi socorridos por colegas de farda e encaminhado ao hospital regional, mas não resistiu ao ferimentos e morreu. A namorada do policial afirmou ainda que na noite do crime recebeu diversas ligações de seu ex-namorado, mas não atendeu.
A princípio a polícia trabalha com a hipótese de crime seja passional.