Foi realizada ontem (20) na 2ª Vara do Tribunal do Júri, em Campo Grande, mais uma audiência sobre o assassinato de Regina Bueno França, de 40 anos, e Cláudia de Araújo Mugnaíne, de 34 anos,degoladas no Bairro Jardim Tijuca, em dezembro do ano passado. Foram ouvidas testemunhas de defesa e houve o interrogatório dos quatro acusados de envolvimento no crime.
O advogado de defesa do acusado Cristian Rampgne Castedo havia requerido exame de insanidade mental. Por tal razão, o juiz Aluízio Pereira dos Santos formulou perguntas a fim de averiguar o estado de saúde mental do réu.
O magistrado decidiu pelo indeferimento do pedido de exame de insanidade mental, acompanhando parecer do promotor de justiça. Conforme explanou o juiz, o acusado “não juntou nenhuma prova neste sentido. Ademais, confessou a prática do crime na delegacia em detalhes, cujas respostas são típicas de quem estava orientado no tempo e no espaço e não de um doente mental”.
Além disso, Pereira dos Santos frisou que na audiência desta segunda o acusado exerceu o direito de permanecer em silêncio e respondeu com exatidão várias perguntas como “nome do pai, nome da mãe, idade, o que veio fazer aqui no Fórum e até a cor da mesa da sala do magistrado, entre outras respostas”, de modo que o juiz entendeu que Cristina. “não revela ser portador de distúrbio mental que justifique submetê-lo a perito médico”.
Sendo assim, o acusado "reprovou" no exame de insanidade mental, sendo considerado bom de cabeça.
A defesa da acusada Lorraine Rorys Silva. reiterou o pedido de liberdade provisória, no entanto, o juiz indeferiu o pedido, reservando nova apreciação por ocasião de eventual sentença de pronúncia.
O magistrado deu por encerrada a fase de instrução. Por fim, ele determinou a intimação do Ministério Público para apresentação das alegações finais e de todos os advogados de defesa que deverão apresentá-las no prazo de 15 dias.
O crime
As duas mulheres foram mortas a mando de Eder Rampagne Castedo, irmão de Cristian e conhecido como Corumbá, de dentro do Estabelecimento Penal de Segurança Máxima, no Jardim Noroeste, em Campo Grande.
O presidiário mandou matar as duas mulheres para se vingar de Regina. Eder descobriu que foi ela quem contou à polícia onde ele, que era foragido há 17 dias do regime semiaberto, estava escondido, e acabou sendo preso. Cláudia era muito amiga de Regina e por isso foi morta.
De dentro do Estabelecimento Penal de Segurança Máxima, Eder, com celular, ligou para o irmão Cristian Rampgne e para Weber de Sousa Barreto, mandando-os matar Regina e Cláudia. Eles então as executaram. Cristian matou Regina primeiro, depois entregou a faca para Weber, conhecido como Ebinho, que assassinou Cláudia.