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HISTÓRIA

Projeto do Muhpan apresenta Pantanal Rupestre

Projeto do Muhpan apresenta Pantanal Rupestre

Redação

21/06/2011 - 00h04
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Sinais deixados por populações que viveram em nossa região muito tempo atrás e que até hoje se encontram conservadas, estão sendo alvo do projeto "Memórias do Pantanal Rupestre", promovido em Corumbá pelo Museu da História do Pantanal (Muhpan), com o patrocínio da Petrobras.

As atividades começaram em maio com a parte técnica e científica desenvolvida pelo professor José Luís dos Santos Peixoto, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), que faz estudos e pesquisas sobre a temática.

Em suas palestras, o professor destacou que as inscrições rupestres do Pantanal são mais conhecidas e despertam mais interesse fora da região, fato que levou o Muhpan a elaborar o projeto que é aberto à participação da população local.

No fim da semana passado, o projeto entrou em sua segunda fase com a participação do artista plástico colombiano Santiago Plata. Formado em Belas Artes pela Universidade de Bogotá, Santiago criou uma técnica de frotagem de petroglifos (inscrições rupestres) e a desenvolve em vários países sul-americanos.

De acordo com Marta Barros dos Santos, coordenadora de projetos da Fundação Barbosa Rodrigues, instituição que mantém o Muhpan, a proposta do "Memórias Rupestres do Pantanal" é unir arte e conhecimento científico.

"O projeto não traz somente o olhar artístico sobre a arte rupestre, mas também científico. Nossa intenção é que a comunidade de Corumbá participe, acredito que poucos sabem dessa riqueza que a cidade tem. O pantanal é muito rico e tudo o que estamos fazendo aqui vai culminar depois numa exposição de arte e informações técnicas", disse ao comentar que esse desfecho deve ocorrer no mês de agosto.

Além da parte teórica, a oficina de frotagem ofereceu aos grupos formados pelo projeto a oportunidade de entrarem em contato direto com sítios arqueológicos registrados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A reportagem do Diário Online acompanhou um dos grupos durante a aula prática na Fazenda Figueirinha, localizada à direita da rodovia BR-262, a 30 quilômetros ao sul de Corumbá e a 10 quilômetros da lagoa do Jacadigo, entre a Morraria de Santa Cruz e a Tromba dos Macacos.

Como o Sítio Arqueológico Lajedo encontra-se nos limites de uma área particular, é preciso autorização do proprietário para entrar no local. Além disso, também é necessário aval do Iphan, já que a visitação a sítios estabelece padrões para a conservação do espaço.

Divaldo Rocha Sampaio, técnico em arqueologia do Iphan/MS, e que acompanhou os trabalhos do grupo, explicou a importância de Corumbá para a arqueologia. Segundo ele, dentre os 625 sítios arqueológicos do Estado registrados no Cadastro Nacional, mais de 330 deles, ou seja, mais de 50%, estão situados em Corumbá.

Fonte: Diário Corumbaense (www.diarionline.com.br).

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