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Advogada encomenda a própria morte por R$ 2.000

Advogada encomenda a própria morte por R$ 2.000

Redação

25/06/2011 - 03h00
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A advogada Giovana Mathias Manzano, 35, moradora da cidade de Penápolis (425 km de São Paulo), teria encomendando a própria morte pagando R$ 2.000 a dois jovens. A polícia prendeu na quinta-feira (23) Wellington de Oliveira Macedo, 21, que confessou o crime. Um jovem de 18 anos, cujo nome não foi divulgado, também teria participado da ação.

Giovana foi morta no último dia 14 com três tiros e teve seu carro incendiado em um canavial. Ela deixou uma carta de despedida para a família, o que levou a polícia a trabalhar com a hipótese de que ela sabia que iria morrer.

Durante as investigações, a polícia afirma que recebeu informações de que a vítima teria sido vista em um bairro conhecido pela venda de drogas, conversando com um usuário. A pessoa foi identificada e afirmou ter sido procurada por Giovana em um bar, no dia 12. A advogada teria mencionado o interesse em conhecer um criminoso e por isso ele a apresentou a Macedo, pois pensava que ela queria comprar entorpecentes.

Ontem, após ser preso, Macedo confirmou a versão e disse que a vítima contratou o serviço por R$ 20 mil, mas teria entregado apenas R$ 2.000 em um envelope. Segundo o delegado Mauro Gabriel, responsável pelo caso, o autor disse que a mulher alegou estar com problemas particulares e por isso contratou o crime.

A advogada foi casada até fevereiro deste ano. Após a separação, ela entrou em depressão e passava por tratamento psiquiátrico, segundo informações de familiares.

O crime

Giovana e os dois homens se encontraram por volta das 23h do dia 13, no centro da cidade, logo após ela deixar o curso de preparação para concursos que frequentava. Ela mesma escolheu o local onde seria o crime e conduziu seu veículo, um Gol 2011, até o canavial. Ela desceu do carro, caminhou e levou os três tiros.

Macedo confessou ter dado um tiro na cabeça da vítima quando ela ainda estava de pé e efetuado os outros dois disparos quando ela já estava caída no chão. O comparsa acompanhou a ação e ateou fogo no carro, também a pedido de Giovana, que teria declarado aos dois não querer deixar nenhum bem a ninguém.

Macedo deixou a cadeia no dia 18 de maio deste ano, onde estava preso por tráfico de drogas. Ele foi detido e está agora na cadeia de Penápolis. Ele será indiciado por homicídio qualificado e também por crime de incêndio.

O jovem de 18 anos que teria participado do crime foi ouvido e liberado. Se comprovada a participação dele na ação, também poderá responder pelos mesmos crimes.

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