Um trabalho de pesquisa acadêmica está sendo desenvolvido na unidade de Coxim da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS) para estudar a influência do teor, distribuição e acúmulo de Zinco no crescimento e nutrição de plantas de Ipê branco e Ipê rosa que serão utilizadas no reflorestamento de áreas degradadas.
O zinco, apesar de ser um micronutriente importante, apresenta-se como elemento potencialmente tóxico quando presente em concentrações excessivas, podendo afetar o crescimento e o metabolismo de espécies vegetais como o Ipê e influenciar a interação das espécies no ambiente natural.
Uma das alternativas para a revegetação de áreas contaminadas ou que venham sofrer contaminação por metais pesados é a utilização de plantas como forma de descontaminar ou remediar esses solos. Algumas espécies apresentam capacidade de retirar o poluente do solo e acumular nos tecidos sem desvantagens, evitando que outras espécies mais sensíveis não os absorvam.
Na pesquisa da UEMS as mudas de Ipê branco e rosa estão passando por diferentes concentrações de aplicações de zinco para avaliar as reações das espécies e de forma segura poder obter respostas de crescimento das plantas diante desses elementos químicos.
O Ipê é uma planta típica do cerrado brasileiro. Se comprovar a eficácia da tolerância do Ipê, as mudas poderão compor projetos para o reflorestamento em ambientes degradados.
As mudas utilizadas na pesquisa de Ipê branco e Ipê rosa foram obtidas do Viveiro Municipal da cidade de São Gabriel do Oeste. A pesquisa faz parte do trabalho de conclusão do curso de biologia da acadêmica Ana Paula Barbosa Camargo, com a orientação do professor, Evandro Alves Vieira e está sendo conduzida na casa de vegetação (viveiro) na unidade da UEMS em Coxim.(Fonte: idest.com.br