A Polícia Federal deflagrou em Mato Grosso do Sul a “Operação Pomar” com objetivo de desarticular duas quadrilhas acusadas de importar mercadorias de modo irregular e exportar para divisas com o exterior de forma ilegal. Estima-se que deixaram de ser recolhidos 1,4 bilhões de reais aos cofres públicos.
A operação é feita em conjunto com a Receita Federal e outros sete Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Alagoas, Espírito Santo, Rondônia e Goiás, além do Distrito Federal.
As duas organizações criminosas têm origem numa mesma quadrilha e se valeriam de “laranjas”, que, usando documentos falsos, constituiriam empresas para realizar operações ilegais de comércio exterior, remeter para fora do país os valores obtidos e ocultar a identidade dos verdadeiros responsáveis. A mercadoria, que entrava no país por diversos portos, era levada para a cidade de São Paulo e armazenada em depósitos, a partir dos quais era distribuída.
Ao todo, a 2ª Vara Criminal Federal da Seção Judiciária de São Paulo expediu 17 Mandados de Prisão (13 mandados de prisão preventiva e 4 de prisão temporária). Foram expedidos, ainda, 67 Mandados de Busca e Apreensão.
Participam da Operação Pomar 301 Policiais Federais e 136 Auditores da Receita Federal do Brasil. Os acusados serão indiciados e responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de descaminho, sonegação fiscal, formação de quadrilha, falsidade ideológica, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.