O Plano de Enfrentamento e Combate às Drogas tem incoerências já que o próprio Governo não oferece condições para o tratamento no País. A afirmação partiu do deputado federal Givaldo Carimbão, que é relator da Comissão Especial da Política sobre Drogas da Câmara. Ele foi um dos palestrantes do primeiro Seminário Estadual de Políticas Públicas de Combate as Drogas, que acontece hoje e amanhã em Corumbá. No Estado o evento é coordenado no Mato Grosso do Sul pelo deputado federal Fábio Trad (PMDB – MS) com o auxílio dos também deputados federais sul-mato-grossenses Geraldo Rezende (PMDB – MS) e Luiz Henrique Mandetta (DEM – MS). Carimbão, que já realizou seminários em 11 estados do País, traçou um raio X sobre a questão e falou sofre os diferenciais e omissões do poder público neste setor.
Outro palestrante de hoje foi o presidente do Conselho Antidrogas do Estado, promotor Sérgio Harfouche, além da psicóloga Sílvia Lopes.
Nos últimos anos, o consumo de crack e o aumento de ocorrências policiais relacionadas à droga colocaram o problema no topo da agenda pública. Há grande preocupação relacionada à rápida expansão da droga. Levantamento da Confederação Nacional dos Municípios em dezembro passado revelou que o crack está presente em 98% das cidades brasileiras: “Hoje, o crack configura-se em um problema de saúde pública com efeitos nocivos que se estendem para a família e para a sociedade. Farei o possível para contribuir para o combate a esta terrível droga e para a recuperação dos dependentes. O Seminário será um passo nesta direção”, disse Fábio Trad.
O Seminário contará com 5 eixos de debate: “Prevenção”, “Acolhimento e Tratamento”, “Reinserção Social”, “Repressão ao Tráfico” e “Legislação”. Cada eixo será composto por uma mesa e, após o término das atividades e debates, os componentes irão se reunir para formular o relatório final do eixo correspondente, tendo, portanto cada eixo o seu próprio relatório que irá compor o relatório final.