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Assaltos a banco com morte crescem 81% no País, diz pesquisa

Assaltos a banco com morte crescem 81% no País, diz pesquisa

Redação

05/07/2011 - 11h57
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Uma pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), divulgada nesta terça-feira (5), aponta que 20 pessoas foram mortas em assaltos a bancos somente no primeiro semestre, no País. As estatísticas indicam crescimento de 81% das ocorrências em relação ao mesmo período de 2010, quando foram contabilizadas 11 mortes.

Segundo o levantamento deste ano, 11 casos ocorreram na saída de agências bancárias. Os números apurados pela entidade, baseados em informações veiculadas na imprensa, indicam que das 20 vítimas, nove eram clientes das instituições financeiras. Também foram mortos seis policiais, um bancário, um vigilante e outras três pessoas, sem identificação confirmada.

"Uma média de mais de três mortes por mês é assustador e preocupante", avaliou o diretor da Contraf e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Ademir Wiederkehr. Para ele, "a estatística comprova o descaso e a escassez de investimentos dos bancos em medidas e equipamentos de prevenção contra assaltos e sequestros, bem como revela a precariedade da segurança pública diante da falta de mais policiais e viaturas nas ruas e ações de inteligência para evitar ações criminosas".

A maioria das mortes foi registrada em São Paulo, com 12 casos. Os demais crimes ocorreram no Rio de Janeiro (2), Rio Grande do Sul (1), Santa Catarina (1), Bahia (1), Minas Gerais (1), Pará (1) e Piauí (1).

"É preciso dificultar a visualização de olheiros das operações dos clientes nas agências e postos, através da instalação de divisórias individualizadas nos caixas, inclusive eletrônicos, e biombos entre a fila de espera e os caixas", avaliou Wiederkehr.

A categoria também reivindica instalações de portas de segurança com detectores de metais antes do autoatendimento, câmeras de filmagem com monitoramento em tempo real nos espaços de circulação de clientes, nas calçadas e áreas de estacionamento, e vidros blindados nas fachadas. "Os estabelecimentos não podem continuar vulneráveis", criticou o dirigente sindical.
 

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