Cidades

DEPENDENTES QUÍMICOS

Resolução da Anvisa retira obstáculo do tratamento

Resolução da Anvisa retira obstáculo do tratamento

Redação

05/07/2011 - 00h04
Notícia sem imagem

O trabalho de atendimento a dependentes químicos em processo de tratamento em comunidades terapêuticas (centros de recuperação) deve ser desatado com a nova resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada na última sexta-feira. A RDC 29/2011, desatrela essas comunidades da Resolução RDC 101/2001, considerada um sério obstáculo à execução de projetos de assistência a usuários de drogas.

O rigor das exigências das regras até então vigentes contrariava até mesmo a proposta do Governo federal, que tem trabalhado em torno de um Plano Nacional de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, no qual o aumento da oferta de leitos para internação é um dos seus principais itens.

Ao editar novas normas, a Anvisa reconheceu que poucos centros de recuperação no País estavam em condições de atender a Resolução 101 foi baixada em maio de 2001, diante da necessidade de normatização do funcionamento de serviços públicos e privados de atenção às pessoas com transtornos decorrentes do uso ou abuso de substâncias psicoativas. Exigências quanto à equipe disponibilizada pelas comunidades terapêuticas e quanto à estrutura física desses estabelecimentos travaram dezenas de projetos no País, até mesmo porque o Governo não contribuía financeiramente para que tais regras pudessem ser cumpridas.

Para o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, este é um passo decisivo na política de saúde. "Fizemos uma norma que ampara uma ação prioritária do governo que é o combate às drogas", enfatiza Barbano.

 

Novas regras

A Resolução 29 estabelece, entre outros pontos, que as instituições abrangidas deverão manter responsável técnico de nível superior legalmente habilitado, bem como um substituto com a mesma qualificação; cada residente deverá possuir ficha individual em que se registre periodicamente o atendimento a ele dispensado; proíbe a admissão de pessoas cuja situação requeira a prestação de serviços de saúde não disponibilizados pela instituição; explicitação em suas normas e rotinas sobre o tempo máximo de permanência do interno na instituição; garantia de respeito à pessoa e à família, independentemente da etnia, credo religioso, ideologia, nacionalidade, orientação sexual, antecedentes criminais ou situação financeira. Também enfatiza que as comunidades garantam a permanência voluntária dos internos.

Durante o Seminário Estadual de Políticas Públicas de Combate às Drogas, promovido pela Câmara dos Deputados e realizado na sexta-feira e sábado, em Corumbá, a revisão de postura da Anvisa transformou-se em centro das atenções e polarizou debates como um significativo avanço nas possibilidades de novas propostas de tratamento de dependentes.

Para técnicos do setor, a decisão da Vigilância Sanitária deverá dar um outro rumo ao funcionamento das comunidades terapêuticas, que agora ficarão mais próximos da obtenção de convênios e recursos junto aos poderes públicos.

De acordo com a diretora da Anvisa, Maria Cecília Brito, as comunidades terapêuticas têm uma importância social enorme e, por isso, a norma vai ajudar a organização deste tipo de espaço. "Em boa parte das vezes são instituições mantidas por pessoas voluntárias que dedicam a vida ao resgate de jovens. Assim, as exigências sanitárias tem que ser compatíveis com o trabalho que realizam", destacou.

Leia mais no jornal Correio do Estado 

Expansão Comercial

Novo atacarejo tem previsão de ficar pronto em dezembro em Campo Grande

Empreendimento na Avenida Ministro João Arinos terá mais de 10 mil m² de área construída e previsão de gerar 200 empregos diretos e indiretos.

04/11/2026 19h26

Imagem aérea de uma unidade do Atacadão, rede que prepara a implantação de um novo atacarejo em Campo Grande.

Imagem aérea de uma unidade do Atacadão, rede que prepara a implantação de um novo atacarejo em Campo Grande. (Foto: Divulgação/Atacadão)

Continue Lendo...

Inspeção surpresa

TCE-MS encontra irregularidades na usina de tapa-buracos em Campo Grande

Fiscalização surpresa identificou problemas no controle de pesagem dos caminhões e vai analisar a qualidade da massa asfáltica utilizada nos reparos das vias da Capital

04/11/2026 18h55

Equipe do TCE encontrou irregularidades em usina de massa asfáltica

Equipe do TCE encontrou irregularidades em usina de massa asfáltica Foto: Divulgação / TCE-MS

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).