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Em Carajás, 40% da população é de fora do Pará

Em Carajás, 40% da população é de fora do Pará

Redação

10/07/2011 - 21h00
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O novo Estado de Carajás, que pode surgir a partir da divisão do Pará em três Estados, será formado por um grande número de pessoas que não nasceram no Pará, O plebiscito será realizado no dia 11 de dezembro.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que 40% da população das 39 cidades que vão compor o novo Estado não é paraense: dos 1,4 milhão de habitantes de Carajás, 549 mil habitantes nasceram, por exemplo, em Goiás, Tocantins, Bahia, Minas Gerais, Piauí, Ceará e Maranhão.
Somente na eventual capital do novo Estado, Marabá, dos 233 mil habitantes, 70 mil não nasceram no Pará. Muitos destes novos moradores foram atraídos pelo pólo de siderurgia de Marabá e pela exploração do minério de ferro, de ouro, de manganês e de cobre em Parauapebas.

Há cinco anos, o maranhense José Carlos Silva, de 42 anos, escolheu Marabá para viver. Vendedor autônomo, ele nasceu em São José de Ribamar, cidade na região metropolitana de São Luís, e resolveu se mudar para o Pará com a perspectiva de mudar de vida. “No Maranhão, eu não teria as oportunidades que estou tendo aqui. Não é um mar de rosas, mas ao menos não estou desempregado”, apontou Silva.

Hoje, o projeto de divisão do Pará é coordenado por pessoas de fora do Estado. A instituição do plebiscito foi idealizada, por exemplo, pelo deputado federal Giovanni Queiroz (PDT-PA). Eleito pelo Pará, Queiroz é natural de Campina Verde (MG).

“Apesar de as lideranças não serem naturais do Pará, nós nos consideramos paraenses. Esse projeto de divisão é fruto do anseio dos paraenses e de pessoas que escolheram esse Estado para morar”, afirma o presidente da Comissão Brandão, uma das entidades que lideram o movimento separatista no Pará, José Soares de Moura e Silva. Silva nasceu no Tocantins. .

O líder da oposição ao projeto separatista, Zenaldo Coutinho, secretário da Casa Civil do governo do Pará, não vê relação entre o lugar onde as pessoas nasceram e a propensão delas em votar pela divisão do Estado. "Essas pessoas escolheram o nosso Estado para morar”, afirma Coutinho.

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