Cidades

Soluções

Látex de flor e sílica dão vida a 'pneu verde'

Látex de flor e sílica dão vida a 'pneu verde'

Redação

12/07/2011 - 12h10
Notícia sem imagem

Cada vez mais preocupados com a emissão de poluentes e sustentabilidade, os fabricantes de bes de consumo tentam exaltar a ecologia. O pneu continua preto, mas fabricantes fazem questão de chamá-lo de verde. Além da busca por eficiência, reduzindo consumo de combustível e emissões de poluentes, fabricantes pesquisam alternativas à borracha sintética.

Cientistas da Universidade de Müster, na Alemanha, desenvolvem um látex extraído da flor dente-de-leão, que começou a ser testado em pneus da Continental.

Os bioquímicos da universidade descobriram a enzima responsável pela rápida coagulação do látex e inibiram sua ação. Isso permite que a seiva escorra livremente, possibilitando a exploração industrial.

A borracha natural do dente-de-leão reduziria o uso de petróleo, uma fonte não renovável, empregado na fabricação da borracha sintética.

Outra vantagem é que ao cultivo é mais fácil e barato que o da seringueira -- é dela que é extraída a seiva da borracha tradicional.

O dente-de-leão fica pronto para a colheita em um ano. A seringueira leva de cinco a sete anos, está sujeita a fungos e as plantações atuais têm demanda maior que a oferta.

Sílica

Mesmo nos pneus tradicionais, de borracha sintética, há compostos que diminuem o atrito na rolagem -- o que aumenta a vida útil do pneu e reduz consumo e emissões -- sem perder desempenho de aceleração e de frenagem.

A sílica é um deles. Antes restrita a pneus de alta performance, ela aparece cada vez mais em pneus de entrada.

Segundo Roberto Falkenstein, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Pirelli, a família de pneus Cinturato P1 e P7 e Scorpion Verde usam até 30% de sílica. "Os pneus de corrida, por exemplo, usam apenas 8%", destaca.

A sílica permite que o pneu trabalhe com temperaturas mais baixas e sofra menos deformação ao tocar o solo. Isso faz com que o consumo de combustível caia cerca de 6%, apontam estudos da Pirelli. É o suficiente para, na vida útil do pneu (estimada em 60 mil quilômetros), economizar 3,6 pneus.

Para Falkenstein, a nova tecnologia também reduz as emissões de CO2. "O atrito do pneu é responsável por 20% das emissões de CO2 do carro. Quando reduzimos o arrasto, baixamos também as emissões de poluentes", diz.

Com informações da Folha

Expansão Comercial

Novo atacarejo tem previsão de ficar pronto em dezembro em Campo Grande

Empreendimento na Avenida Ministro João Arinos terá mais de 10 mil m² de área construída e previsão de gerar 200 empregos diretos e indiretos.

04/11/2026 19h26

Imagem aérea de uma unidade do Atacadão, rede que prepara a implantação de um novo atacarejo em Campo Grande.

Imagem aérea de uma unidade do Atacadão, rede que prepara a implantação de um novo atacarejo em Campo Grande. (Foto: Divulgação/Atacadão)

Continue Lendo...

Inspeção surpresa

TCE-MS encontra irregularidades na usina de tapa-buracos em Campo Grande

Fiscalização surpresa identificou problemas no controle de pesagem dos caminhões e vai analisar a qualidade da massa asfáltica utilizada nos reparos das vias da Capital

04/11/2026 18h55

Equipe do TCE encontrou irregularidades em usina de massa asfáltica

Equipe do TCE encontrou irregularidades em usina de massa asfáltica Foto: Divulgação / TCE-MS

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).