Em audiência no Fórum de Contagem na manhã de hoje (13), a irmã de um carcereiro morto em maio de 2000, na cidade da região metropolitana de Belo Horizonte, reconheceu o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, como o executor dos disparos que tiraram a vida de Rogério Martins Novelo.
Ao ser perguntada pela juíza Marixa Fabiane Rodrigues, que preside a audiência de instrução sobre o caso, Renata Novelo Manso afirmou que Bola matou o irmão dela em frente à fábrica de gelo da família.
De acordo com o depoimento de Renata, Rogério estava dentro de uma Kombi próximo à fábrica quando foi surpreendido pelo ex-policial. Segundo ela, o crime aconteceu depois que o carcereiro atendeu a um telefonema de Bola, que estaria a poucos metros do local, em uma telefone público.
Segundo a irmã da vítima, ele disparou três tiros contra Rogério, sendo que um acertou o carcereiro, que morreu no local. O advogado Fernando Costa Oliveira Magalhães, que defende o ex-policial civil, nega as acusações.
Na audiência, são ouvidas duas testemunhas de acusação, seis de defesa e outras duas arroladas pelo seu advogado e também pelo Ministério Público, que acusa o ex-policial do crime. Outras pessoas também serão ouvidas em cidades do interior do Estado por cartas precatórias.
Esta é a primeira vez em que Bola fica frente a frente com a juíza Marixa Fabiane Lopes desde que, supostamente, o plano de matá-la foi informado por um ex-colega de cela do ex-policial. Em dezembro do ano passado, Bola, o goleiro Bruno e outras seis pessoas foram mandadas a júri popular pela magistrada, acusadas pela morte de Eliza Samudio.
(Fonte: Terra)